Os assaltos a postos de combustíveis, em Londrina, estão se tornando uma rotina. São registrados, em média, três roubos do tipo por semana, somente no plantão da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina. Nesta semana, foram cinco assaltos. O último, na noite de quinta-feira, quando o Posto Maranata, localizado na rua Paraíba (área central da cidade), foi assaltado por um homem que fugiu em uma bicicleta. A preocupação dos donos dos postos é tanta que a maior parte das empresas que funcionava 24 horas passou a fechar as portas após às 23 horas.
O modo de agir dos ladrões é quase sempre o mesmo. Chegam em motos – na maioria das vezes em duplas – e param no posto como se fossem abastecer o veículo. ‘‘Quando o frentista vai atendê-los, eles sacam as armas e o rendem’’, contou a proprietária do Auto Posto Exposição, Solange Marchetti de Oliveira. O posto, localizado na avenida Tiradentes em frente ao Parque de Exposições Ney Braga (zona oeste), sofreu três assaltos em sete dias. No segundo, ocorrido no dia 28 de junho, os ladrões usaram de extrema violência, baleando um frentista e espancando outros. ‘‘Não estão perdoando nem cheques, levam tudo, inclusive pré-datados’’, explicou.
‘‘Pedi ajuda à Polícia Militar, solicitando mais policiamento na área, mas não se vê uma viatura passando por aqui’’, disse a proprietária. Para ela, a região onde está localizado sua empresa é uma das mais perigosas da cidade e deveria ter mais fiscalização. ‘‘Por aqui não tem quase nada, a não ser empresas, mas é saída para Cambé e rota de fuga ’’, avaliou. Ela reconhece, porém, que só o policiamento não vai resolver a situação que os donos de postos estão vivendo. ‘‘Mas acho que pode ajudar a diminuir o número de assaltos’’, afirmou.
Adriane Araújo, proprietária do Auto Posto Oriente, também se queixa de falta de policiamento. Sua empresa, localizada na Vila Nova (área central), foi assaltada cinco vezes nos últimos oito meses. O último deles ocorreu na terça-feira à noite, realizado por um casal em uma motocicleta. ‘‘Um maior policiamento é a solução mais imediata que eu vejo’’, disse. Para evitar tantos assaltos, Adriane Araújo mudou o horário de funcionamento do posto que, desde fevereiro, atende das 6 às 23 horas quando antes funcionava 24 horas.
Segundo ela, os próprios funcionários estão revoltados com a situação. ‘‘Eles vêem os ladrões levar, em dois minutos, uma soma que demoram um mês para ganhar, trabalhando’’, disse.

mockup