Um taxista morto e outro gravemente ferido é o resultado de dois assaltos neste final de semana em Ponta Grossa. Por volta das 5 horas da madrugada de sábado, o taxista José Borges Lemos, 35 anos, foi executado com um tiro na cabeça, na Vila São Francisco. Borges Lemos, que trabalhava no ponto do terminal de transporte coletivo, centro da cidade, fazia uma corrida para o distrito rural de Itaiacoca.
O segundo assalto ocorreu na madrugada de ontem, envolvendo o taxista Luiz Carlos Lemos, 53 anos, que fazia ponto na Praça Guairaca, em Vila Oficinas. Luiz Carlos Lemos não chegou a rodar nem 1 quilômetro quando recebeu voz de assalto e levou um tiro no rosto. Ele foi operado e passa bem.
Mesmo com a descrição de algumas testemunhas, até a tarde de ontem a polícia não tinha nenhuma pista sobre os assaltantes. No primeiro assalto os ladrões deixaram o carro e levaram a capanga do taxista com uma arma e dinheiro. No assalto a Luiz Carlos Lemos, os ladrões também abandonaram o carro e levaram dinheiro. A polícia e a Central de Táxi não souberam informar quanto levaram em dinheiro.
Um motorista, que não quis se indentificar, disse que o sistema de comunicação entre os taxistas e a central em Ponta Grossa é muito precário, o que dificulta a segurança e o acompanhamento no transporte de eventuais usuários mal-intencionados.
‘‘A cabine de segurança, que separa o motorista de um contato direto com o usuário, é uma das únicas formas que pode inibir a ação dos assaltantes’’, afirma Dilson Valentim do Rosário, taxista que faz ponto na Praça Barão do Rio Branco, centro da cidade. Segundo Valentim, dos 150 táxis existentes em Ponta Grossa, apenas 10% dispõem da cabine de segurança.

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