Um policial militar foi morto a tiros e outro foi baleado na cabeça, na madrugada de ontem, no centro de Cascavel, quando investigavam suspeitos que estavam em um posto de gasolina. Dois homens montados em uma motocicleta atacaram os policiais a tiros e assaltaram o posto, levando R$ 112,00. Um dos assaltantes recebeu três tiros, disparados por uma equipe da PM que conseguiu deslocar-se rapidamente para o local.
Nilson Weibber Fiuza, 32 anos, recebeu dois tiros de revólver nas costas e um na cabeça. Ele era pai de uma menina de 4 anos e estava na PM há 12 anos. Fiuza morreu no local – o Posto Quatro Rodas, localizando em frente ao fórum. Seu colega de patrulhamento, João Carlos Tavares, 30 anos, recebeu um tiro, mas ontem já estava em plena recuperação. Os dois, que não tiveram tempo de usar suas armas, haviam encostado o carro de patrulhamento no posto por volta das 3 horas. No local havia uma Parati preta, que recentemente teria sido usada em assalto na cidade, com três homens dentro.
De repente, apareceram dois homens numa motocicleta que começaram a atirar contra os policiais. Eles se apossaram dos revólveres dos policiais e dispararam mais tiros. Agonizando, Nilson Weibber Fiuza ainda conseguiu se comunicar pelo rádio com o 6º BPM. Outros carros policiais conseguiram chegar rapidamente e houve tiroteio. O assaltante Delsir Antonio de Oliveira, 28 anos, o ‘‘Cabelo’’, recebeu três tiros no peito. Ontem, seu estado era grave, na UTI do Hospital Regional.
Antes da chegada do reforço policial, os assaltantes conseguiram se apossar do dinheiro do caixa. A motocicleta, uma Honda 125, ano 99, pintada e com placa fria, e a Parati foram abandonadas no local. Os assaltantes fugiram pelos fundos do posto. O tenente-coronel Amauri de Lima, comandante do 6º BPM, disse haver informações de que um dos que atacaram os policiais é menor. Desde a madrugada, houve mobilização da PM. Três suspeitos foram presos ontem à tarde.
Nilson Weibber Fiuza será sepultado hoje, no cemitério do bairro Guarujá (zona oeste), onde morava. A viúva Ana Paula Fiuza, 25 anos, disse que ele era ‘‘um pai amoroso e tinha orgulho de ser policial’’. Ela relatou que ‘‘era ele quem dava a mamadeira’’ para a filha, Taís, ‘‘e fazia questão de passar sua farda’’. Na noite de quinta-feira, Nilson passou em casa por volta das 23h30, e deu um beijo na esposa e filha. ‘‘Ele estava alegre, como sempre. Agora, está morto, e quem o matou continua vivo e certamente não tem família’’, lamentou Ana Paula.

mockup