Assaltantes mantém família de Cambé como refém
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quinta-feira, 22 de maio de 2008
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Cambé - Uma família de Cambé (Norte) viveu momentos de pânico ao ser rendida durante um assalto na noite de sexta-feira. Um casal, dois filhos e um amigo da família ficaram em poder de oito assaltantes armados que, depois de agredirem os donos da casa com socos e pontapés, fugiram levando objetos eletrônicos, jóias e dinheiro em dois carros da família, além de uma moto.
O assalto aconteceu por volta das 21 horas, no Parque Sela, bairro considerado de classe média alta e, segundo a polícia, muito visado pelos marginais. Os carros foram localizados na manhã de ontem, mas a polícia ainda não tem pistas dos assaltantes.
Segundo a polícia, Ézio Radigonda, 40 anos, e um amigo da família conversavam no portão da casa, quando foram abordados por dois homens armados. Eles foram obrigados a entrar na casa. Segundo informações da mãe de Radigonda, Inês, os assaltantes renderam outros membros da família, a esposa de Radigonda, Sônia Maria, 43 anos, e os dois filhos de 15 e 10 anos.
Em seguida, outros seis homens entraram na residência armados com mais dois revólveres. As crianças, amarradas e amordaçadas, foram colocadas em uma sala separada, enquanto os adultos, também amarrados e amordaçados, foram levados para o quarto principal da casa. Segundo a mãe da vítima, os assaltantes agrediram o casal a socos e pontapés, exigindo jóias e dinheiro. ''Eles queriam saber se havia cofre na casa'', afirma Inês. O terror com a família durou cerca de 40 minutos. Segundo Inês, os assaltantes chegaram a utilizar droga no quarto do casal, durante o assalto.
Objetos de valor, como eletrodomésticos, produtos eletroeletrônicos, celulares, relógios e jóias e até os controles dos portões da casa foram levados pelos assaltantes. Eles utilizaram os dois carros da família, um Vectra e um Siena, que foram encontrados ontem de manhã, em uma estrada a 10 quilômetros da casa das vítimas. Os carros estavam sem os aparelhos toca-CD. A moto Honda 125 não foi encontrada.
A polícia foi acionada porque um vizinho percebeu a movimentação dos carros e de pessoas, quando os assaltantes saíam da casa. Um deles bateu o carro no portão durante a fuga. Segundo Inês, apesar das agressões, o filho e a nora não precisaram ser medicados. ''Foi mais o susto e a violência da situação. Graças a Deus nada de mais grave aconteceu.''


