Cinco homens armados de revólveres e de pistola automática assaltaram ontem, às 14h40, o posto de atendimento do Banestado que funciona dentro da Rua da Cidadania, na Praça Rui Barbosa, centro de Curitiba. Eles levaram R$ 9,8 mil e a arma do vigia. Apesar do posto funcionar em um prédio público, sob cuidado da Guarda Municipal, ninguém percebeu o assalto. Os acusados fugiram a pé.
Este foi o 86º assalto do ano. Desde a posse do delegado Ézio Vicente da Silva na chefia do Grupo Especial de Repressão a Assalto a Banco e Transporte de Valores (Gerab), o número de assaltos caiu em 50%. De janeiro a junho deste ano, quando assumiu Silva, houve 57 roubos. De junho a outubro, o mesmo período de cinco meses, aconteceram 29.
Segundo o sargento da Polícia Militar Luiz Cicarello, apenas um dos assaltantes pôde ser descrito por testemunhas. Ele seria gordo e moreno, com cerca de 22 anos, de cabelos lisos, vestia calça jeans e camisa xadrez. Um funcionário da Cohab, que funciona junto ao posto bancário, viu todos os assaltantes e disse que eles tinham entre 20 e 30 anos. Segundo ele, os assaltantes estavam bem vestidos, barbeados e eram educados no trato com funcionários e clientes.
Todos os funcionários da Cohab e do banco, assim como os clientes dos dois órgãos, foram obrigados a deitar no chão. A porta de entrada da Cohab, que dá acesso ao posto bancário, foi fechada pelos assaltantes durante o tempo do assalto.
O delegado do Gerab fez questão de frisar que o posto não tem porta eletrônica nem aparelho de vídeo para inibir os assaltos. Segundo ele, desde o começo do ano, nenhuma agência bancária com porta eletrônica foi assaltada.

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