O motorista de táxi Sidney Carneiro, 30 anos, e sua filha Suelen Carneiro, de 5 anos, de Chopinzinho (Sudoeste do Paraná) podem ter morrido afogados no Rio Iguaçu, na noite de segunda-feira. A polícia suspeita que o homem pode ter sido obrigado a se jogar de cima de uma ponte, e a menina teria sido jogada em seguida por dois assaltantes que os haviam tomado como reféns na noite de segunda-feira. Um dos assaltantes, menor de idade, que está preso, confessou os crimes. Os corpos de Sidney Carneiro e a filha não haviam sido encontrados até a tarde de ontem.
E.E., de 17 anos, e Itacir Paulo dos Santos, 25, desocupados, que moram em Coronel Vivida, município próximo a Chopinzinho, procuraram Sidney Carneiro em sua casa, pedindo uma corrida para a localidade rural de Encruzilhada. O taxista, dono de um Del Rey ano 90, decidiu levar junto a filha. No meio do caminho, os assaltantes – um deles com uma pistola 765 – obrigaram Sidney a entrar no porta-malas do carro, mantendo a menina no banco traseiro sob a mira da arma.
Os assaltantes seguiram então para a BR-158 e, a seguir, para a BR-373 em direção a Cantagalo. Aproximadamente 200 metros antes do Rio Iguaçu, eles tiraram o taxista do porta-malas e o levaram juntamente com a menina para o centro da ponte. Apontando a arma para a cabeça de Suelen, mandaram Sidney pular na água, de uma altura de 25 metros e em ponto onde o rio tem 25 metros de profundidade, com muita correnteza. E.E. disse à polícia que o taxista implorou que a vida da filha fosse preservada e se lançou. A seguir, os assaltantes jogaram Suelen.
A Polícia conseguiu prender E.E. na noite de anteontem em Cantagalo, onde foi recuperado o Del Rey que havia sido abandonado pelos assaltantes. Segundo a delegada Vera Tapié, de Pato Branco, encarregada do caso, os assaltantes queriam um carro mais novo, mas tomaram de assalto o Del Rey porque não encontraram outro táxi no ponto na noite de segunda-feira. E.E. foi transferido para a cadeia de Pato Branco, e a Polícia agora procura Itacir Paulo dos Santos.
As buscas aos corpos de Sidney Carneiro e sua filha foram iniciadas na manhã de ontem, com participação de bombeiros. A delegada Vera Tapié diz ter ‘‘quase certeza’’ de que eles morreram afogados, porque, de outra forma, o taxista teria feito contato. A possibilidade considerada é de que os corpos estejam no fundo do rio, talvez tendo sido levados para longe da ponte pela correnteza. Como ocorre em afogamentos, apenas depois de alguns dias os corpos devem aparecer boiando.

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