Curitiba - Duas pessoas foram levadas como reféns por assaltantes de um prédio no Batel, bairro nobre de Curitiba, na madrugada de ontem. De acordo com a Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, dois homens armados aproveitaram a abertura do portão automático da garagem para entrar no edifício e renderam o morador que estava chegando. Eles amarraram um dos porteiros e deixaram o portão aberto para que seus comparsas outros três homens que estavam em um veículo Monza entrassem. Já dentro do edifício, os cinco homens acompanharam o morador até o apartamento dele, renderam a empregada e levaram os dois como reféns. O porteiro conseguiu chamar a polícia. Houve perseguição e tiroteio e um dos assaltantes foi morto pela polícia. Apenas um homem foi preso. Os outros três conseguiram fugir.
O Edifício Monte Carlo, localizado na Rua Assyr Guimarães, na divisa entre os bairros Batel e Água Verde, é considerado seguro. Tem duas entradas e dois porteiros trabalham durante a noite, um em cada guarita (uma entrada para pedestres e outra para carros). Durante o assalto, um dos porteiros foi amarrado e ficou imobilizado por mais de uma hora. Os assaltantes entraram no prédio no início da madrugada mas a polícia só chegou no local por volta das 3 horas, quando um dos porteiros conseguiu acionar o número de emergência. Quando os assaltantes perceberam que a polícia estava chegando fugiram com os dois reféns. A perseguição acabou próximo ao Hospital do Portão, a cerca de 10 quilomêtros de distância do prédio.
Wellinton Ribeiro, de 20 anos, foi preso. Um outro assaltante, morto pela polícia, ainda não foi identificado. Os outros três homens que participaram do crime ainda estão foragidos e também não foram identificados. Este é o segundo assalto a edifício em menos de um mês, em Curitiba. No final de agosto, homens armados invadiram um prédio no Bigorrilho e aterrorizaram os moradores, levando jóias e dinheiro.
O porteiro Paulo Santos, que trabalha no edifício assaltado ontem, diz que este tipo de crime está se tornando comum e tornando a profissão perigosa. Ele trabalha como porteiro há 11 anos e nunca tinha passado por situação semelhante, mas escutava relatos de amigos que trabalham na mesma profissão. O porteiro chegou ao edifício no turno da manhã, depois que o assalto aconteceu, e disse que os moradores estão assustados. ''É preciso tomar cuidado, ver quem entra e sai. Geralmente assaltantes aproveitam a abertura do portão automático para tentar entrar no prédio''.

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