Assaltantes fazem 11 reféns em tentativa de roubo a loja
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
Diego Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Onze pessoas foram mantidas como reféns durante uma tentativa de assalto, na tarde de ontem, em uma loja de artigos infantis, no Juvevê, em Curitiba. O crime mobilizou dezenas de policiais e parou a vizinhança do bairro. Depois de cerca de duas horas de negociação, os reféns - clientes e funcionários - foram libertados e os assaltantes se entregaram. Ninguém ficou ferido. Um suspeito teria conseguido escapar.
Os dois assaltantes entraram na loja pouco antes das 13 horas. Jessé Leonildo Gaudino, 21 anos, e Anderson Marques de Jesus, 23, armados com revólveres, deram voz de assalto e pediram para que todas as pessoas fossem para o banheiro.
Em questão de minutos, equipes da Polícia Militar (PM) da região chegaram ao local. Nesse momento, um terceiro homem suspeito teria fugido. Enquanto os reféns estavam no banheiro, comerciantes vizinhos escutaram o barulho de tiro, um sinal de alerta dos criminosos para a polícia.
Não demorou muito para o quarteirão inteiro estar tomado por curiosos, jornalistas e cerca de 40 policiais do Batalhão de Choque da PM, e de várias unidades da Polícia Civil. Foi quando o cerco aos assaltantes iniciou.
A equipe de negociadores permaneceu no segundo andar de um petshop em frente à loja. De lá, o subcomandante do Choque, capitão Luiz Maziero, e o delegado do Tático Integrado Grupos de Repressão Especial (Tigre), Riad Farhat, iniciaram as primeiras conversas por telefone. "Para que houvesse a liberação das vítimas, os dois exigiram a presença de uma advogada e de uma equipe de televisão", explicou Maziero.
A polícia pediu a libertação de alguns reféns para atender as exigências. Dois jardineiros saíram e, pouco tempo depois, a copeira Rosineide Maria de Almeida. Depois de ser liberada, a tensão da refém continuou até a conclusão das negociações. "Foi bem difícil. Fiquei em choque por causa das minhas colegas."
Segundo Maziero, depois dos três funcionários serem libertados, a polícia continuou a conversar e a tranquilizar a dupla. "Ele (Maziero) pediu para soltar duas vítimas para mostrar que estávamos colaborando com eles (policiais)", contou Gaudino, já na Delegacia de Furtos e Roubos (DRF) para onde a dupla foi levada. Gaudino e seu comparsa negam a participação de uma terceira pessoa.
A definição das negociações ocorreu por volta das 15 horas. Um grupo de policiais entrou no local e levou para fora a dupla de assaltantes. Os dois foram direto para a DFR. Em seguida, os reféns, sete mulheres e um homem, saíram pelo portão da frente, passaram por uma avaliação clínica realizada pelos paramédicos. Em um ônibus do Choque, as vítimas seguiram para a delegacia, onde foram ouvidas pela polícia.
Os assaltantes foram autuados pelo crime de tentativa de roubo e disparo de arma de fogo. A pena varia de quatro a dez anos de reclusão e pode ser aumentada em um terço em razão do cárcere privado.


