Assaltantes entram em banco usando roupas de operários
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quinta-feira, 31 de julho de 1997
Lucinéia Parra Maringá 
Três homens armados com pistolas 9 milímetros e um revólver 38 assaltaram ontem de manhã o posto do Banestado no edifício da Sanepar, no Jardim Alvorada. Os assaltantes renderam um bancário, um vigia e um funcionário do Banestado que estava sendo atendido no posto e levaram R$ 5 mil em dinheiro.
O assalto ocorreu por volta das 9h30. Segundo os funcionários do posto bancário, os três assaltantes usavam uniformes da Sanepar (casacos azuis). Eles chegaram, renderam os funcionários, tiraram a arma do vigia e levaram o dinheiro. Graças a Deus não machucaram ninguém, disse ontem o gerente-geral da agência do banco no Jardim Alvorada, Reginaldo Fabrício dos Santos.
Ele contou que os assaltantes pularam o muro lateral da empresa e conseguiram entrar no posto sem dificuldades. O dinheiro em caixa levado pelos assaltantes seria para o movimento do dia.
As Polícias Civil e Militar acreditam que o grupo esperava encontrar mais dinheiro em caixa, por causa do dia de pagamento dos funcionários da empresa. Porém, os salários são depositados diretamente em conta-corrente. Mesmo em dia de pagamento, o volume de dinheiro não é muito grande porque os funcionários podem sacar em outras agências, disse. Os assaltantes fugiram em um Gol de cor branca. As placas não foram identificadas.
Pato Braco A Polícia Civil de Pato Branco já tem uma pessoa suspeita pela morte pela morte do empresário Oldemar Soares, 45 anos, morto a machadadas na quarta-feira. A acusada de ser a mandante do crime é a esposa do empresário, Odete Soares, 33 anos. Segundo a polícia, ela confessou o crime no segundo depoimento que prestou e justificou que não gostava mais do marido.
A esposa arquitetou o plano e mais duas pessoas estão envolvidas, disse ontem o delegado Pedro Colaço. Uma dessas pessoas, segundo o delegado, é Catarina Batista, 45 anos, que teve a prisão preventiva decretada e está detida. O delegado não informou qual foi a participação da mulher no crime. Um homem já identificado é acusado como o autor do crime. Ele está foragido e seu nome não foi divulgado pela polícia.
Duvidei do depoimento de Odete e telefonemas anônimos a apontavam como mandante do crime, disse o delegado. Odete Soares, de acordo com Colaço, também teria induzido a filha de 10 anos a mentir no depoimento, fazendo-a declarar que a mãe não havia saído de casa na noite do crime.


