Assaltante morre após 2 sequestros relâmpagos
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quarta-feira, 04 de abril de 2001
Telma Elorza De Londrina 
Dois sequestros relâmpagos, que começaram em Cambé e terminaram em Arapongas, anteontem à noite, resultaram em ferimentos em uma das vítimas e na morte de um assaltante. A dona de casa Vilma Zélia Corso Rodrigues, de Arapongas, que era refém do assaltante morto, Geraldo Policarpo Marques Filho, 30 anos, juntamente com a filha de 7 anos, ficou ferida na troca de tiros entre o assaltante e a Polícia Militar, que foi acionada por outra vítima de sequestro relâmpago. Vilma levou um tiro no tórax e está internada no Hospital João de Freitas, em Arapongas, e não corre risco de vida.
Segundo o delegado de Arapongas, Valdir Abrahão da Silva, os sequestros relâmpagos começaram por volta das 21 horas de anteontem quando Geraldo abordou Maria José Gonçalves e seu filho de 12 anos (não identificado) numa feira livre em Cambé e fez com que ela seguisse com o carro, um Corsa branco, até Arapongas. De acordo com o delegado, o assaltante exigiu que sacasse R$ 400,00 em dinheiro em dois caixas eletrônicos (Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil), enquanto ele ficava na carro com a criança. A mulher entrou no caixa e disse a um casal que estava lá que estava sendo assaltada e pediu que avissem a polícia, depois que ela saísse, contou.
Efetuado o saque, o sequestrador fez a vítima levá-lo até a um posto de gasolina na saída para Rolândia. Lá, ele abandonou a primeira vítima e abordou Vilma, que saía do local em um Escort cinza, por volta de 22h30, voltando com ela para Arapongas. Quando o assaltante passava por uma das principais avenidas da cidade, foi surpreendido pela Polícia Militar.
Por volta das 22h30, a Polícia Militar de Arapongas recebeu um telefonema de Paulino Rodrigues, que contou que recebeu um telefonema da esposa Vilma que, muito nervosa, pedia a senha do banco. Relatos dão conta de que a filha do casal também estava no carro, mas o delegado de Arapongas não confirmou essa informação. Segundo informações da PM, alguns policiais em motocicletas começaram a procurar o veículo, que foi encontrado perto da agência do Bradesco. De acordo com o capitão Roland Wandembruck, os policiais perceberam que o assaltante mantinha a menina sob a mira de revólver e, atendendo suas ordens, evitaram a abordagem direta.
Segundo o capitão, o assaltante exigiu que um dos policiais jogasse fora o rádio de comunicação e as chaves da moto. Enquanto estava distraído, o outro policial que estava fora da área de visão do assaltante acionou a sede da 3ª Companhia da Polícia Militar. De acordo com a PM, o carro foi abordado novamente duas quadras depois, com troca de tiros. Segundo a PM, foi o próprio assaltante que atirou em Vilma, depois que percebeu que não conseguiria fugir. O delegado Valdir Abrahão informou que a autoria do disparo será investigada.
Os delegados de Cambé e Arapongas não descartam a possibilidade de ser uma quadrilha agindo na área, com dois ou mais assaltantes usando o mesmo modus operandi. O corpo do assaltante, reconhecido por uma irmã, aguardava liberação no Instituto Médico-Legal de Londrina (IML), ontem à tarde. A irmã do assaltante (que não pediu para não ser identificada), disse à Folha que o irmão cumpriu nove anos de prisão (de 1989 a 1998) por assalto seguido de morte, em Curitiba. Até novembro, ele, a mulher e uma filha moravam em Apucarana. Ela desconfiava do seu envolvimento com drogas.


