Assaltante leva R$ 5 mil e foge em BMW
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quarta-feira, 29 de julho de 1998
James Alberti 
Um assaltante magro, com aparência de menos de 20 anos e um révolver na mão direita, fez sete reféns ontem, por mais de 15 minutos, na casa 444, da Rua Frederico Cantarelli, no bairro Bigorrilho, em Curitiba. Durante o assalto, por volta das 14h30, o jovem trancou as vítimas em um quarto da casa e levou mais de R$ 5 mil em jóias de clientes e da comerciante Verônica Ostazevski, 64 anos, dona da Floricultura Vera, que funciona no mesmo endereço.
Os reféns, entre eles duas crianças, viveram minutos de horror durante o tempo em que estiveram sob a mira da arma do ladrão. Conforme Verônica, o assaltante gritava bastante e deu chutes e uma coronhada no balconista Vilson Jorge Moraes, 19 anos, irmão de um funcionário da floricultura. Ele (o assaltante) achava que podia haver reação de minha parte, tentou explicar Moraes. Mas eu não reagi. Após trancar as vítimas em um dos quartos da casa, o assaltante fugiu com um veículo BMW, de um dos clientes.
Até o final da tarde de ontem a Polícia Militar (PM) ainda não tinha encontrado o carro, apesar de utilizar um helicóptero nas buscas. O sargento da PM Luiz Cicarelo disse que o veículo deverá ser recuperado porque, segundo o proprietário, possui trava automática, o que impediria o assaltante de ir muito longe.
Ainda revoltada com o assalto, a comerciante Verônica disse que teve vontade de reagir e bater no assaltante. Ele era magrinho, dava vontade de dar um tapa na cara, afirmou, gesticulando muito. A coragem demonstrada pela comerciante também contaminou o vendedor Claudir Moraes, irmão de Vilson. Claudir disse ter certeza que, se estivesse na floricultura, teria reagido. Eu iria reagir sim, afirmou.
Os clientes da floricultura, no entanto, estavam apavorados. Morriam de medo. Não queriam que eu me mexesse nem chegasse perto das portas, contou Verônica. Diziam (ao assaltante) pode levar tudo, mas não machuque a gente. Vá com Deus, vá com Deus, contou. Além de frágil, segundo Verônica, o assaltante era inexperiente, pois arrancou os fios do telefone da floricultura, mas deixou as vítimas com dois celulares.
Conforme a comerciante, o assaltante não estava preocupado com o dinheiro do caixa, mas queria apenas o dinheiro que estaria em um suposto cofre. Depois que Verônica disse que não havia cofre na floricultura, ele passou a recolher jóias da comerciante e dos fregueses. Apesar do nervosismo, uma das clientes ainda teve tempo de esconder um Rolex, disse Verônica.Leandro TaquesReaçãoA comerciante Verônica Ostazevski diz que queria bater no ladrão, que era muito magrinhoUm jovem sozinho, aparentando 20 anos, assalta floricultura, faz sete reféns e os prende num quarto da casa
Sete pessoas foram
feitas reféns por
mais de 15 minutos,
durante o assalto


