Assaltante é morto com sete tiros
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quarta-feira, 04 de novembro de 1998
Josoé de CarvalhoPaulo Ubiratan 
O assaltante Robson Henrique de Carvalho, 33 anos, conhecido como Lobão, foi morto no início da tarde de ontem por uma equipe do Pelotão de Choque, ao tentar resistir à prisão. Ele foi morto com sete tiros, no interior de uma casa de madeira na Rua Eduvaldo Viana, 94, zona sul de Londrina. Houve troca de tiros e o soldado Gilson Luis dos Santos, 32 anos, foi atingido na perna esquerda. Ele foi submetido a uma cirugia na Santa Casa mas não corre risco de vida.
Segundo informação do 5º Batalhão da Polícia Militar, Lobão, reagiu ao receber voz de prisão, disparando contra a porta seu revólver Colt, tipo magnun, calibre 357. Um dos tiros seria o que atingiu a perna do policial Santos. Ele teria caído no interior da casa e feito refém por Lobão. Um policial que pediu para não ser indentificado afirmou que o assaltante acionou duas vezes o gatilho de seu revólver, apontado contra a cabeça do soldado, mas a arma não disparou.
Josoé de CarvalhoBaleadoPerito do Instituto de Criminalística, José Denilson dos Santos, que fez o levantamento do local, constatou sete perfurações no corpo do assaltante conhecido por Lobão; também foram observadas outras sete marcas de projéteis nas paredes da casa onde houve a troca de tiros; no detalhe, a foto de Robson, que era fugitivo do presídio de Presidente Prudente (SP) e procurado pela Justiça de Foz do Iguaçu e AssaíO assaltante foi morto quando oito policiais invadiram a casa passando por uma janela lateral, pela porta dos fundos e outra que separa a sala do quarto, disparando suas armas. Segundo o perito do Instituto de Criminalística, José Denilson dos Santos, que fez o levantamento do local, além dos sete orifícios encontrados no corpo de Lobão foram observadas mais sete perfurações nas paredes da casa. Santos contou que a Colt estava com todas as seis cápsulas deflagradas. Ao lado do corpo foram encontradas mais 24 balas blindadas, intactas. O vizinho Paulo Marinho, 73 anos, que acompanhou por trás de um muro a movimentação dos policiais, disse que ouviu doze disparos. Fiquei atrás do muro para me resguardar e ouvi os pipocos. Os soldados entraram no pátio tranquilamente e depois foi aquela confusão quando invadiram a casa, contou.
A proprietária da casa, Roseli Aparecida Garcia, disse que estava na área dos fundos quando os policiais chegaram. Um dos PMs teria pedido para ela sair e, em seguida, Lobão teria entrado na casa, encostado a porta, e começado a disparar seu revólver. Eu vi um soldado cair ferido e ser puxado por ele (Lobão) para dentro da casa, afirmou. Ela contou que não conhecia o morto e que, minutos antes, havia sido apresentada a ele por um tal de Tiça, amigo dela. Os dois teriam chegado de motocicleta e logo atrás vieram os policiais. Roseli Garcia é viúva de José Galdino Pereira, conhecido por Mato Grosso, morto há menos de sete meses no Jardim União da Vitória (zona sul).
A irmã de Lobão, Rosemary Rosa Caetano, disse que há mais de três anos não via o irmão. Segundo registros na 10ª Subdivisão Policial, Lobão tinha uma vasta ficha criminal em Londrina por roubo, era fugitivo do presídio de Presidente Prudente (SP) e procurado pela Justiça de Foz do Iguaçu e Assaí. O delegado do 4º Distrito Policial, Joaquim de Mello, abriu inquérito policial para apurar a morte do fugitivo.


