O assaltante Júlio Sílvio de Quadros, 43 anos, foi condenado a mais 28 anos de prisão em júri popular realizado anteontem em Cambé (13 km a oeste de Londrina). Ele foi considerado culpado pelo assassinato do policial civil Antonio Carlos Pinheiro, em 1990, durante fuga coletiva de presos na delegacia da cidade.
Segundo o promotor Leonildo de Souza Grota, o assassinato rendeu uma pena de 18 anos. Quadros foi julgado ainda pelo crime de roubo, que lhe deu mais 10 anos. O julgamento durou 12 horas, devido à demora dos interrogatórios e debates da defesa e acusação. Mas, de acordo com o promotor, as provas constantes no processo foram convincentes para determinar a condenação. A defesa pode recorrer.
Quadros é considerado um criminoso de alta periculosidade e já cumpre pena de quase 80 anos na penitenciária de segurança máxima de Presidente Venceslau (SP). Por isso, o juri exigiu a montagem de forte esquema de segurança que envolveu 30 policiais militares do Pelotão de Choque e da Rone.
Depois o julgamento, Quadros foi levado para a Penitenciária Estadual de Londrina, onde, até o fechamento dessa edição, esperava para retornar à penitenciária paulista.

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