Assaltante da Caixa é colocado em liberdade
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de junho de 2007
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
O vendedor desempregado José Cícero Alves dos Santos, 36 anos, que no início de maio tentou roubar uma agência da Caixa Econômica Federal na Zona Oeste de Londrina e fez uma funcionária refém por quase três horas, foi solto no final da tarde de sexta-feira. O desembargador federal Paulo Afonso Brum Vaz, de Porto Alegre, concedeu habeas corpus ao réu, que estava preso na delegacia da Polícia Federal, em Londrina.
Também na sexta-feira à tarde foram ouvidas as testemunhas de defesa em audiência na Justiça Federal, em Londrina. O processo está correndo perante o Juízo Federal da Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Londrina. A esposa de Santos e a filha do casal, recém nascida, aguardavam do lado de fora da sala com outros três acompanhantes. Ninguém se pronunciou sobre o caso.
O desembargador alegou que a dúvida quanto à sanidade mental do vendedor foi resolvida. Um laudo médico da Penitenciária Estadual de Londrina afirmou que Santos possui estado emocional estável, ''apresentando apenas dificuldade de coerência de pensamento, fato este que não impede seu convívio social''.
O desembargador se apegou ainda ao fato de Santos não possuir antecedentes criminais, apresentar comprovante de residência fixa e ter família constituída para deferir o benefício da liberdade. O vendedor terá apenas que comparecer a todos os atos do processo em que a presença dele se fizer necessária.
Vaz ressaltou ainda que ''tendo em vista a crise econômica e os elevados índices de desemprego que assolam o País, o fato de o réu não possuir registro em carteira de trabalho'' não justifica a prisão.
Policiais declararam à Polícia Federal que Santos estaria com R$ 5.920,00 em uma bolsa quando a agência da Caixa Econômica da Zona Oeste foi cercada, no meio da tarde de 8 de maio. O vendedor teria conseguido o dinheiro logo após entrar na agência e render com uma faca a funcionária que atendia nos caixas eletrônicos - uma área de acesso livre. Ele teria jogado a sacola contra os policiais ao ser acuado e subiu para o primeiro andar. Em seguida, quebrou móveis e vidros da fachada do banco.
A rendição só aconteceu quando a esposa de Santos, que estava grávida de oito meses, chegou à agência levada pelo delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso. O vendedor deixou o banco acompanhado por policiais do Pelotão de Choque, gritando muito e com ferimentos leves nos braços. Na época, a esposa dele comentou que Santos havia retornado da Inglaterra há cerca de um ano e nas últimas semanas estaria apresentando sinais de depressão e dizia estar sendo perseguido.


