Assaltado põe culpa em banco
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de julho de 1997
Da Redação 
O comerciante Pedro Lúcio de Andrade Neto, 47 anos, prentende processar o Banestado. Ele acusa o banco de ter sido responsável pelo assalto que sofreu ontem à tarde. Logo que saiu da agência Ouro Verde (centro), ladrões roubaram dele R$ 6 mil em dinheiro. A funcionária que me atendeu chamou a atenção de todos que estavam na fila de espera: atravessou quase todo banco com o dinheiro que foi buscar na tesouraria e depois me pagou por cima do vidro do caixa, afirma o comerciante. Ele enfatiza que o Banestado deixa os clientes muito vulneráveis diante dos ladrões, que ficam de espreita dentro do banco.
Andrade foi assaltado quando retornava ao seu escritório, localizado na rua Piauí. Ele caminhava pela Piauí, entre as ruas João Cândido e Pernambuco, quando o ladrão, com um capacete sem o visor e armado de revólver, saiu de trás de uma árvore e o obrigou a entregar o dinheiro. O comerciante conta que a cena do roubo foi vista por mais de vinte pessoas, inclusive por um oficial de Justiça e um advogado, amigos dele. O ladrão fugiu na garupa de uma motocicleta DT-180, cor branca e detalhes em rosa.
Andrade Neto disse que o próprio vigia do banco chegou a notar um suspeito, de cor negra, que perambulou por muito tempo sem fazer nada dentro da agência. O comerciante também destacou a total falta de segurança na agência: faltam porta eletrônica, sensor de metais e circuito interno de televisão. O banco não quis se pronunciar.


