Curitiba - A falta de dinheiro não é o único grande dilema desta campanha. Alguns candidatos andam se questionando se vale a pena manter a seriedade e não se destacar perante o eleitorado, ou então explorar o aspecto cômico e correr o risco de não ser levado a sério.
É esse o caso de Marcos Costa (PDT), que imita a voz do apresentador Sílvio Santos. Até o momento, ele afirma que não está explorando essa semelhança. ''É uma insinuação, não uma imitação de fato'', diz, mas não garante que vai se manter assim até o final da campanha. ''A pessoa só decide em quem vai votar no final da eleição'', avalia, demonstrando que pode mudar de estratégia até o dia da votação.
Ele já possui um vídeo em um conhecido site da internet onde faz sua imitação do apresentador que já obteve mais de 3 mil acessos, boa parte deles de computadores de fora de Curitiba. O problema é que nem sempre seus espectadores ligam sua atuação à candidatura ''Eu fico conhecido mas algumas pessoas não sabem meu número'', lamenta.
Outro que aposta na semelhança com um personagem da televisão para conquistar votos é o taxista Élcio Perin, conhecido pelos eleitores como Mister Bin. Ele acredita que sua estratégia pode lhe trazer mais votos do que na eleição de 2006, quando tentou uma vaga de deputado estadual. Na ocasião, ele conta que fez 1,2 mil votos sem gastar um único centavo. Além da aparência, Élcio reproduz os trejeitos do personagem britânico, o que, segundo ele, cativa muitos eleitores, principalmente os mais jovens. ''Talvez eles votem no personagem'', aposta o inusitado candidato.
Como roda muito pela cidade, Perin criou um jeito de fazer sua panfletagem de dentro do carro. Com um um grampo de roupa preso a uma haste de madeira, ele entrega seus santinhos aos motoristas vizinhos quando eles estão parados no sinaleiro. Outra prova de que imaginação é fundamental para cativar os eleitores. (A.A.)

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