A Vigilância Sanitária (VS) interditou ontem uma casa de repouso, que funcionava de forma clandestina, na Rua Júlio César Ribeiro, 178, no Jardim Aeroporto (Zona Leste de Londrina). A medida foi tomada por ''falta de condições de estrutura e higiene do local'', que abrigava sete internos. Até o final da tarde de ontem, seis idosos já haviam sido encaminhados para as famílias. O responsável pela entidade, Norival Soares, disse que, por enquanto, pretende parar com o atendimento.
''Faz cinco meses que eu estou tentando regularizar a situação, mas não consigo'', queixou-se Soares. Ele afirmou que o problema é a burocracia dos órgão públicos e que vai tentar a liberação de uma planta para construir em um terreno já comprado ao lado do Hospital Universitário (HU). Soares salientou ainda que deverá retomar o atendimento aos pacientes somente após a construção da sede.
De acordo com o gerente da Vigilância Sanitária em Londrina, Marcelo Viana de Castro, a vistoria foi motivada por uma denúncia anônima. As principais irregularidades detectadas foram infiltração no forro e paredes, colchões não impermeáveis, roupa suja espalhada pelo chão e presença de dois cães nos dormitórios. ''Além disso, o asilo funcionava sem alvará'', salientou Castro. Somente uma funcionária, responsável pela limpeza, estava cuidando dos idosos na manhã de ontem.
O órgão decretou a interdição cautelar da entidade e abriu um processo administrativo para apurar o caso. Os responsáveis pelo asilo estão sujeitos a punição, que pode ser advertência, multa ou até interdição definitiva. ''O que deverá acontecer é o local seja interditado definitivamente'', adiantou Castro.
Segundo a secretária municipal do Idoso, Genilda Stábile, a entidade era mantida com o dinheiro da aposentadoria dos internos. Ela disse ter recebido a informação que o asilo estaria funcionando provisoriamente no local havia dois meses. Uma funcionária da entidade, que pediu para não ter o nome divulgado, disse, no entanto, que a casa funcionava havia oito meses.
''Havia diversas irregularidades. A estrutura era bem precária'', declarou Genilda. Ela destacou a falta de adequação das escadas e a existência de sujeira espalhada pela casa.
Em fevereiro, o Asilo Ebenézer, localizado no Jardim Itapoá (Zona Sul), foi fechado por determinação judicial por apresentar condições insatisfatórias de alojamento e atendimento aos 34 internos.®MDNM¯

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