Asilo clandestino é fechado em Curitiba
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domingo, 01 de dezembro de 1996
Ivan Santos 
A Prefeitura de Curitiba fechou anteontem um asilo clandestino que funcionava em condições precárias no bairro do Uberaba. Segundo técnicos da Vigilância Sanitária e assistentes sociais que acompanharam a operação, 31 idosos eram mantidos sem acompanhamento médico e em péssimas condições de higiene no asilo Estrela da Liberdade. O asilo não tinha alvará para funcionar.
Dois idosos tiveram que ser internados e os outros foram transferidos para o albergue da Fundação de Ação Social. Até ontem pela manhã, três idosos já tinham sido retirados da FAS e levados para casa por suas famílias.
Segundo a Vigilância, o asilo foi denunciado por vizinhos. A maioria dos internos foi encontrada em estado de desnutrição, afirmou a diretora de Desenvolvimento Social da FAS, Cleonice Cleto Correia. Ela disse ainda que alguns internos com problemas mentais recebiam medicamentos sem controle.
A responsável pela manutenção do asilo, Reunides Pereira de Oliveira, não foi localizada pela Vigilância. Uma de suas funcionárias, Josefa Lúcia Kruger, prestou depoimento no 7º Distrito Policial. Segundo o delegado Antonio Ockner, o caso se enquadra na categoria de delitos leves e deve ter uma solução rápida. Vamos trabalhar para que o juiz possa dar a sentença em no máximo 15 dias, afirma Ockner, explicando que os responsáveis pelo asilo podem ter sua prisão decretada se ficarem comprovados os maus tratos aos idosos.
Segundo a Prefeitura, Reunides Oliveira, conhecida entre os velhinhos apenas como Ana, já responde processo na Justiça por outro asilo clandestino que ela cuidava, no Boqueirão, que também foi fechado pela vigilância em julho deste ano.
Cada interno pagava pelo menos um salário mínimo para permanecer no asilo. Reunides ficava com os cartões magnéticos e senhas das contas correntes dos velhinhos, retirando diretamente o dinheiro das aposentadorias como forma de pagamento. O Estrela da Liberdade foi o terceiro asilo fechado este ano pela Vigilância Sanitária na capital, por falta de condições de funcionamento. Denúncias de casos semelhantes devem ser feitas nos núcleos regionais da Secretaria da Saúde, FAS ou pelo telefone 232-6661.


