Asfalto está degradado em 60% das vias
Buracos, galhos sinalizando que a rua está intransitável, pedras e até tentativas frustradas dos próprios moradores de recuperar as condições de uso das vias públicas fazem parte da rotina de quem dirige por muitos bairros de Londrina. As reclamações da população sobre a falta de manutenção do asfalto não são recentes e chegam a ser confirmadas pela administração pública. Conforme o secretário municipal de Obras de Londrina, Fernando Tunotti, a cidade tem 2,25 mil quilômetros de ruas asfaltadas. Deste montante, pelo menos 60% apresentam "certa degradação".
Na Rua Domingos de Oliveira, no Jardim Alpes (zona norte), os próprios moradores jogaram cimento nos buracos para tentar minimizar os prejuízos causados pela falta de manutenção. Na Vila Casoni, na região central, o engenheiro Germano Silva Neto brinca que o último prefeito que cuidou do bairro foi o já falecido Wilson Moreira. "As condições do asfalto são péssimas, todo dia vejo um idoso se acidentando porque tropeça nas pedras. Estamos esquecidos."
O secretário de Obras informou que, em 2016, foi realizado o recape de 50 quilômetros de asfalto, o que demandou um investimento de R$ 14 milhões. "É um serviço muito caro", comentou. Conforme Tunotti, o concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) usado no recape das ruas de Londrina tem um custo médio de aplicação de R$ 35 por metro quadrado. "Por isso ainda não temos programação sobre o início de obras de recape", diz.
Processo ou desenvolvimento espontâneo que causa decomposição ou desgaste
O engenheiro foi prefeito de Londrina de 1983 a 1988. Entre suas obras estão a construção da Avenida Leste-Oeste e do Terminal Rodoviário
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





