Asfalto em desnível empoça água e provoca mau cheiro na zona sul
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quarta-feira, 28 de maio de 1997
Edmara Michetti 
Josoé de CarvalhoEsforço em vãoO barman Valterney Massoni mostra água empoçada no asfalto: esforço inútil na base da vassouraA pavimentação parece problema sem fim para os moradores do conjunto São Lourenço (zona sul). Depois de anos lutando pelo asfalto, eles conseguiram se livrar do barro e da poeira das ruas no final do ano passado. Mas o que parecia ser a solução, acabou criando novos problemas.
O desnível no asfalto provocou a formação de bacias de água em algumas ruas. Segundo os moradores, essas poças se formaram na primeira chuva após a pavimentação, há cerca de sete meses, e não se esvaziaram até hoje.
Os pontos de maior concentração de água em poças ficam nas ruas João Trisselli, Arthur Lopes e Durval Ferreira da Silva. Para acabar com a água empoçada, que leva mal cheiro e insetos para as casas, os moradores afirmam ser preciso muito esforço.
De vez em quando minha mãe e a vizinha se unem com vassouras para tentar acabar com essa água, mas dá muito trabalho; elas varrem e a água volta, disse o barman Valterney Massoni.
Depois de alguns pedidos de providências à Prefeitura, segundo Massoni, o pai dele, Cícero, que é pedreiro, chegou a se oferecer à Autarquia dos Serviços de Pavimentação de Londrina (Pavilon) para resolver o problema. Ele ia cortar o asfalto e ligar esses pontos com a galeria. Mas não aprovaram. Segundo Massoni, a resposta da Pavilon foi de que houve erro na pavimentação e eles resolveriam.
O secretário de obras e presidente da Pavilon, José Righi de Oliveira, afirmou ontem à Folha que amanhã enviará uma equipe no local para verificar qual é a situação. Segundo ele, se o problema for um desnível no asfalto, a solução é rápida. Mas ele teme que a situação seja consequência da falta de bocas-de-lobo, o que vai dificultar e encarecer o conserto. Righi afirma que no bairro não foram feitas as galerias pluviais e, portanto, falta rede para ligar as bocas-de-lobo.


