Josoé de CarvalhoNo meio do caminhoA dona de casa Geni Ferreira da Silva reclama: ‘A gente tem que correr riscos e andar pela rua’Não é preciso rodar muito pela Cidade para constatar a situação das calçadas. Se no centro o problema mais grave é criado pelas raízes das árvores, que acabam rachando grande parte do piso, pelos bairros o que mais se vê é a total falta de calçamento.
Algumas das calçadas deveriam ser feitas pela Prefeitura, como é o caso dos fundos da Escola Municipal Nina Gardemann, na rua Victório Sisti, no jardim Tóquio (zona oeste). ‘‘O que mais tem aqui é reclamação pela falta de calçamento. O mato só não toma conta porque os próprios moradores limpam’’, diz a comerciante Ivone Ribeiro de Oliveira.
O mecânico Luiz Carlos Moreno acrescenta que os moradores já enviaram até abaixo-assinado para a Prefeitura, mas o problema não foi resolvido. Os moradores ressaltam que a situação fica mais perigosa nos horários de saída e entrada dos alunos da escola. Segundo ele, nesses horários o movimento de carros também é grande naquela rua.
Josoé de CarvalhoAntonio de Pinho: prioridade não é a calçada
‘‘As crianças andam pelo meio da rua. Já aconteceram vários atropelamentos sem gravidade’’, diz Luiz Moreno. A aposentada Ilma Pavão lembra que seu neto de nove anos quase foi uma das vítimas, recentemente. ‘‘Estava chovendo e ele não quis andar pela calçada para não ficar com os sapatos sujos de barro.’’
Ainda no jardim Tóquio, trechos da rua João Nicolau, uma das vias de acesso ao bairro, e ao jardim Pinheiro não têm calçada. ‘‘A gente tem que correr riscos e andar pela rua’’, reclama a dona de casa Geni Ferreira da Silva.
Muitos moradores que não têm calçadas em frente de casa usam a mesma justificativa da Prefeitura: falta de recursos. O funcionário público Antônio Antenor de Pinho, proprietário de um imóvel numa das esquinas do conjunto Maria Cecília (zona norte), fez apenas uma parte da calçada. ‘‘A gente tem outras prioridades. Geralmente, do portão para dentro’’.
Josoé de CarvalhoIlma Pavão: ‘Meu neto quase foi atropelado’
Eduardo Maria Elias da Silva, 23 anos, morador da rua Goiás, perto da rotatória com a rua Maringá, tem outra justificativa para não fazer a calçada: ‘‘O imóvel será desapropriado para duplicação da rua’’. A família mora na casa há cerca de 30 anos.

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