As últimas homenagens a dom Domingos
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
Bruno Maffi<br>Reportagem Local 
A catedral Nossa Senhora de Lourdes em Apucarana (Norte) estava cheia de fiéis, ontem, para os ritos de sufrágio de dom Domingos Gabriel Wisniewski, bispo emérito da diocese. Mais de cem padres estiveram presentes na missa de exéquias, presidida por dom Celso Marchiori, e co-celebrada por 13 bispos de diversas dioceses do Paraná. Também estavam presentes bispos do rito Ortodoxo e Ucraniano.
Dom Domingos, 82 anos, fazia tratamento de diverticulite, uma inflamação no intestino grosso, no Hospital do Câncer de Londrina. Após uma cirurgia, entrou em coma e morreu, vítima de uma parada cardíaca.
Na homilia da missa, dom Pedro Fedalto, bispo emérito de Curitiba, chamou a atenção dos presentes para o livro dos evangelhos, colocado sob o caixão fechado. Disse que dom Domingos viveu como um apóstolo e com sua morte convidava todos aos mesmos sentimentos de Cristo, uma vida de amor a Deus e ao próximo. ''A morte não é o fim, é um alerta ao verdadeiro sentido da vida. Tudo aqui é passageiro.''
Comovido ao falar da vida do amigo, dom Pedro lembrou que ao tomar posse como arcebispo de Curitiba dois padres assinaram a ata da celebração, o então padre Albano Cavallin e o padre Domingos Gabriel Wisniewski. ''Os dois se tornaram grandes bispos, homens de fé.''
Dom Celso Marchiori leu a todos os presentes as condolências enviadas pelo papa Bento XVI, aos familiares e católicos da diocese de Apucarana. Na carta, o papa concedia uma bênção paterna e apostólica aos que comungavam do sufrágio de dom Domingos.
Após a celebração da missa foram realizados os ritos das exéquias. O arcebispo de Curitiba, dom Moacyr José Vitti, explicou que a água benta com que o corpo foi aspergido lembrava o sacramento do batismo e o incenso o dia da consagração do bispo a Deus.
Durante o trajeto do cortejo a assembleia saudou dom Domingos com um caloroso aplauso. O jazigo foi benzido, lembrando o túmulo onde Jesus foi sepultado. Enquanto era selado, os bispos entoavam em latim a oração da Salve Rainha. Entre os familiares de dom Domingos, estavam presentes o padre Pedro Klidzio e a religiosa Clarisse Wisniewski, sobrinhos do bispo. ''Eu fui inspirado a ser padre pelo testemunho dele. Sua presença iluminava a nossa família.''


