As três instituições têm 951 alunos inscritos
Osmani Costa
Exatamente 951 estudantes das três instituições de ensino superior de Londrina devem participar neste domingo do Provão, realizado simultaneamente em todo o País pelo Ministério de Educação (MEC). O teste será aplicado nos alunos do último ano dos 10 cursos que estão sendo avaliados neste ano: administração, engenharia civil, direito, medicina veterinária, odontologia, letras, jornalismo, matemática, ciências econômicas e medicina. Os dois últimos cursos estão sendo avaliados pela primeira vez.
São 717 alunos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) - de todos os cursos -, 190 da Universidade Norte do Paraná (Unopar) - dos cursos de administração e odontologia -, e 44 do Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon), de matemática. O teste do Provão será realizado no Colégio Estadual Vicente Rijo e no Instituto Estadual de Educação de Londrina (IEEL), ambos na área central, das 13 horas às 16 horas.
A participação no Provão é obrigatória aos estudantes que estão se formando. Quem faltar sem justificativa não terá seu diploma registrado pelo MEC, o que impossibilita o exercício da profissão. Além do desempenho dos alunos, o exame nacional avalia a titulação e jornada de trabalho dos professores, e as condições em que são ofertados os cursos.
Este é o quarto ano consecutivo em que o MEC realiza o Provão. No ano passado, o desempenho mais expressivo dos cursos de graduação de Londrina foi obtido pela UEL, que teve quatro deles - engenharia civil, jornalismo, letras e veterinária - com o conceito triplo A, a melhor avaliação possível. Com isto, a UEL ficou no terceiro lugar no ranking das universidades brasileiras, atrás apenas das tradicionais Universidade de Brasília (UnB) e Universidade de São Paulo (USP).
Estamos otimistas em relação ao resultado de nossos alunos no Provão deste ano, apesar deles não terem recebido preparação específica para o exame. A preparação dos estudantes já se deu ao longo dos anos de cada curso, comenta a coordenadora de Assuntos do Ensino de Graduação da UEL, Ana Misako Ito. O Provão é importante como reforço à nossa estrutura de avaliação interna. Ele serve como mais um instrumento de detectar problemas, para que possamos resolvê-los e melhorar a qualidade de nossos cursos.
O coordenador do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UEL, João Fernando Reis, aluno do terceiro ano do curso de direito, explica que a entidade considera o Provão um exame incompleto. Na verdade ele prova muito pouco, porque só avalia o ensino através de testes com os estudantes. Ele não avalia, por exemplo, o nível da pesquisa e da extensão realizadas pelas universidades. E estes dois setores são fundamentais para diferenciar uma boa universidade de um simples colegião.
O diretor do DCE critica ainda a maneira como os professores são avaliados, somente através da titulação e carga horária do contrato de trabalho. Isto é muito pouco. Teríamos que avaliar também a qualidade das aulas dadas por eles, porque às vezes eles têm muitos títulos mas não sabem transmitir seus conhecimentos, afirma João Reis, ressaltando que o Provão tem que ser mais abrangente e necessita de aperfeiçoamentos.





