Ney de Souza-A.B.R., de 16 anos, está ameaçado de morte e foi abrigado em uma igreja católica de Foz do Iguaçu. Na operação policial, os agentes procuravam por ele. A.B.R. ficou escondido durante toda a operação no telhado de um dos barracos. ‘‘Os rapazes imploravam e pediam socorro para não ser mortos’’.
Ney de Souza-Gregório Alves, 52 anos, pedreiro - É a testemunha mais tranquila. Ele chegou a pegar carona com um dos policiais acusados quando voltou do seu depoimento. Ele viu quando os policiais arrombaram portas dos barracos e levaram os quatro rapazes até um terreno baldio cercado por muros. Em seguida, ele disse que ouviu saraivada de tiros.
Ney de Souza-Silvio Vieira, 48 anos, sacoleiro - Não sai de casa desde o dia em que viu a operação policial. Vem recebendo ameaças através de pessoas de outras favelas, que se dizem ‘‘papagaios’’ de policiais. No depoimento disse que os rapazes estavam algemados quando foram levados para o terreno baldio. Um dos policiais, segundo ele, lhe implorou para que ‘‘limpasse a sua barra’’.
Ney de Souza-Durval Messias, de 49 anos, carpinteiro - Ele viu a operação policial por uma fresta do seu barraco. Ameaçado, ele desapareceu e ficou seis dias escondido em um matagal. Quando reapareceu, voltou a acusar os policiais e disse que vem recebendo ameaças por um intermediário dos policiais que mora na Favela do Bambu (comunidade ao lado da Monsemhor)

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