As ruas são mais seguras, afirma pedestre
No Jardim Tókio, Zona Oeste de Londrina, Débora Monteiro empurrava o carrinho do bebê pelas ruas. Em uma das várias calçadas esburacadas do quarteirão, um cavalo pastava tranquilamente. ''Não tem como andar na calçada, a situação está péssima. Aqui no bairro tem muitos lugares assim'', desabafou. Ela disse que acaba sendo mais seguro ir pela rua.
Ainda na Zona Oeste, no Jardim Shangrilá-B, a calçada da Escola Municipal Mercedes Martins Madureira está quebrada por raízes de árvores. Os funcionários afirmaram que há alguns dias uma mulher caiu em um enorme buraco. Os dois filhos de Andréia Aires Aleixo estudam na escola. Em meio ao lixo, mato e poças d'agua, ela lamenta a situação. ''É complicado passar por aqui, andar pelas calçadas está perigoso, eles podem cair e se machucar'', disse.
Na marginal da Avenida Brasília, outro exemplo de descuido: na calçada de um terreno particular havia muito mato e lixo. A mesma situação foi constatada em vias onde estão instalados pontos de ônibus.
Uma situação chama atenção em uma rua da Área Central. Uma casa ocupa todo o espaço do terreno, até o meio-fio. Sem calçada, os pedestres não tem outra opção a não ser andar pela rua. ''Acho muito perigoso. O município deveria tomar uma providência em relação a isso'', reclama Lygia Fernanda Assega, que precisa passar diariamente pelo local.
Na Zona Leste, uma situação comum: uma calçada cheia de material de construção obrigou Cristina Moraes a descer o meio fio e andar pela rua. ''O certo era ter calçada limpa. Chega a ser falta de respeito não deixar espaço pra gente passar. As pessoas deveriam ter mais cuidado e pensar mais nos outros'', concluiu. (M.A.)





