As primeiras invasões ocorreram há 4 anos
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terça-feira, 22 de abril de 1997
Da Sucursal 
Piraquara tem cerca de 4 mil famílias em áreas de invasão. Segundo o secretário municipal do Meio Ambiente, Ari Soares, as primeiras invasões ocorreram há cinco anos. Nas mais recentes de mananciais (nos Jardins Tarumã 1 e 2, Jardim das Orquídeas e Jardim das Rosas e Planta Lori) vivem cerca de 420 famílias.
As áreas de mananciais fazem parte do Prosam e não devem ser habitadas. A ocupação desordenada dos terrenos compromete a qualidade da água que abastece parte de Curitiba e região. Alguns dos rios que passam pelo local são o Iraí, Piraquara e Itaqui.
No Jardim Tarumã 1 e 2 vivem cerca de 230 famílias. A maioria delas mora em casas de madeira de uma única peça. Não há rede de esgoto. Os moradores pegam água em algumas torneiras do terreno ou em poços.
A energia elétrica chega às casas por ligações clandestinas (rabichos). O lixo doméstico é deixado em um ponto do bairro, onde passa o caminhão da prefeitura. Grande parte das moradores das áreas invadidas veio de Pinhais, município de Piraquara. O desempregado Ademir Dagui Alves é um deles. Ele mora há um ano e meio em um cômodo de madeira com a mulher, três filhas e um irmão no Jardim Tarumã.
O latoeiro Gilson de Freitas, 26 anos, também veio de Pinhais com a mulher e uma filha de quase um ano. Não aguentei pagar o aluguel de R$ 200,00 e vim para cá, explica. O presidente da Associação dos Moradores do Jardim Tarumã 1, Antonio Nunes da Silva, afirma que organiza as invasões. Silva conta que faz a intermediação entre os moradores e o dono do terreno. Ele diz que não cobra pelos terrenos. Os moradores associados pagam uma taxa mensal de R$ 2,50.


