Curitiba - Na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, grades, portões e portas fechadas em boa parte do dia são parte da rotina do padre Pedro Marcolino. Apesar de todo esse aparato, a igreja não consegue sair da área de atuação dos ladrões. Em novembro, a casa paroquial foi invadida duas vezes num intervalo de quatro dias. ''Levaram dois computadores e uma filmadora'', conta.
Para o padre, o que mais preocupa é a segurança dos moradores da casa paroquial, já que em um dos assaltos os ladrões estavam armados. ''No último assalto, um outro pároco, de 78 anos, estava dormindo e não viu a movimentação dos ladrões, o que considero uma sorte'', diz.
Na lista dos bens roubados da igreja nos últimos dois anos, ele contabiliza luminárias, rádios e até o microfone da igreja. ''As pessoas não têm mais respeito pelo templo, pelo que ele representa'', fala o padre. Para coibir a ação dos assaltantes, a igreja também conta com o trabalho de um segurança particular e de uma empresa de monitoramento. ''Mesmo assim, continuamos a sofrer com os assaltos'', lamenta.
Preocupado com a situação do bairro, o padre e outros moradores da região redigiram uma carta aberta aos curitibanos. No documento, eles convocam os cidadãos e as autoridades a ajudar a resolver o problema de insegurança. ''Rogamos às autoridades competentes - governo do Estado, Secretaria da Segurança Pública, Polícia Militar, Guarda Municipal - providências urgentes com relação à segurança'', pedem.
Segundo o padre, a idéia é fazer com os curitibanos tenham ''uma nova atitude em relação à criminalidade''. ''Não sabemos ainda como, mas as pessoas precisam participar da solução'', comenta. ''O que é importante é que as pessoas se unam, juntem forças para que possamos reverter essa situação de desigualdade social que causa toda essa violência'', completa. (R.C.F.)

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