Um minuto. É o tempo que o bandido leva para furtar um carro. A afirmação é da vendedora de lanches que testemunhou um furto desses na avenida Bandeirantes. Ela diz que até achou que a pessoa fosse o dono do veículo devido à facilidade com que levou o carro embora. ''Volta e meia a gente escuta gritos de pessoas pedindo socorro por aqui'', conta.
O proprietário de um estacionamento, Paulo Lopes Bazzo, conta que em 12 anos de trabalho na Bandeirantes foi testemunha de vários assaltos. ''Já vi levarem carros, caminhonetes e motos'', conta. Ele diz que em um dos casos um motociclista armado fechou um carro, mandou o motorista sair e levou o carro. ''Acredito que a maioria desses bandidos é menor de idade, pois são todos bem novos'', conta.
O empresário Romeu Dematté Junior conta que é difícil distinguir quem é flanelinha e quem é ladrão. '' Durante o horário de visitas dos hospitais fica um movimento grande que fica impossível saber quem é quem'', afirma.
O gerente de uma farmácia relata que já ligou seis vezes para a polícia a pedido das vítimas de assaltos. ''As pessoas chegam aqui abaladas pelos assaltos e a gente acaba ajudando, oferecendo um copo de água.'' A secretária Eliete de Souza conta que já soube de um caso em que os bandidos assaltaram um paciente e levaram o carro com um bebê dentro do carro.
O comerciante Sebastião Macário de Souza teve seu carro furtado nas proximidades do Hospital Evangélico. ''O carro não tinha seguro'', lamenta. Ele foi testemunha de um assalto que vitimou uma mulher. '' Não cheguei a ver o bandido, mas vi ele fugindo com o carro'', conta. (V.O.)

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