'As orações para as almas não devem ser com choro'
A umbanda e o islamismo não possuem uma data específica para que os familiares visitem os entes que foram sepultados. O xeque Yamani Abdul Nur Muhammad, de Londrina, argumenta que os muçulmanos fazem preces todos os dias, principalmente para pais ou familiares que já morreram, mas não possuem o hábito de visitar o túmulo em uma data específica.
O xeque aponta que as visitas ao cemitérios não são obrigatórias e devem partir da consciência de cada um, pois todos os dias são especiais para os muçulmanos. Muhhamad concorda que muitos aproveitam o feriado de Finados para visitar o cemitério, mas aponta que isso acontece em qualquer dia de folga.
''Uma visita ao cemitério nos coloca diante da morte e isso ajuda a retificar o caráter, pois perante Deus todos responderão por seus atos'', declara o xeque.
Muhhammad destaca que não há uma orientação religiosa para que pessoas utilizem velas ou incensos ao realizar uma oração diante de um túmulo, mas aponta que muitos muçulmanos o fazem por questões culturais.
Umbanda
Os umbandistas também não possuem uma data como o Finados, pois não acreditam em morte, mas em reencarnações. ''As orações para as almas não devem ser com choro nem lamentações'', explica Hélio Aparecido Cordon de Libório, pai Hélio de Oxóssi, presidente do terreiro Templo de Umbanda Pai Tomás.
Libório explica que as orações para as almas devem ser diárias e são um pedido para que Deus as encaminhe da melhor maneira possível. O presidente do terreiro relata que a umbanda classifica as almas em duas, as benditas e as sofredoras. ''As almas benditas ajudam quem fica no plano terreno, e as sofredoras são ligadas ao plano material e as orações são para que elas encontrem a luz e parem de sofrer'', explica. Ele destaca que os umbandistas, quando vão aos cemitérios, não procuram os túmulos, mas o Cruzeiro das Almas. (V.O.)





