Estes são os dez passos necessários para o aleitamento materno bem-sucedido, exigidos pela Unicef para conquistar e manter o título de Hospital Amigo da Criança:
1 - Ter uma norma escrita sobre aleitamento, que deveria ser rotineiramente transmitida a toda a equipe de cuidados de saúde (no Evangélico, estas normas estão por toda a maternidade, nos corredores e quartos).
2 - Treinar toda a equipe de cuidados de saúde, capacitando-a para implementar esta norma.
3 - Informar todas as gestantes sobre as vantagens e o manejo do aleitamento.
4 - Ajudar as mães a iniciar o aleitamento na primeira meia hora após o nascimento.
5 - Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação, mesmo se vierem a ser separadas de seus filhos (o Evangélico criou a sala de conforto para as mães de recém-nascidos que são mantidos internados).
6 - Não dar a recém-nascidos nenhum outro alimento ou bebida além do leite materno, a não ser que tal procedimento seja indicado pelo médico.
7 - Praticar o alojamento conjunto - permitir que as mães e bebês permaneçam juntos - 24 horas por dia.
8 - Encorajar o aleitamento sob livre demanda (sempre que o bebê quiser).
9 - Não dar bicos artificiais ou chupetas a crianças amamentadas ao seio.
10 - Encorajar o estabelecimento de grupos de apoio ao aleitamento, para onde as mães deverão ser encaminhadas por ocasião da alta do hospital ou ambulatório (no Evangélico, foi criado um serviço telefônico de informações e uma cartilha que é oferecida às mães, com todas as informações que elas necessitam).
Além destas, o Ministério da Saúde implantou mais cinco normas, criadas a partir da realidade brasileira:
- Ter sempre um pediatra na sala de parto para os primeiros cuidados com o bebê.
- Não haver ação na Justiça contra a maternidade.
- Apresentar um índice de mortalidade materna dentro dos limites estabelecidos pelo Ministério da Saúde (70 por 100 mil nascidos vivos).
- Manter o índice de cesarianas igual ou menor a 40% dos partos realizados.
- Manter as mães de parto normal internadas por no mínimo 24 horas e as mães submetidas a cesárea por no mínimo 48 horas.

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