O calor acima da média que atinge Londrina neste outono parece ficar insuportável para quem caminha pelo calçadão da cidade. Isso porque as plantas dos vasos espalhados pela região central estão murchas, algumas já mortas, ampliando a sensação térmica do calor senegalesco que maltrata os transeuntes. O problema é que as plantas dependem das chuvas, que não caem na cidade desde o dia 1º de abril, ou então, o que parece ser o mais coerente, da ação do poder público, que deveria aguar estes vasos, que secam mais rápido que o solo. Mas a confusão criada com as mudanças de atribuições na Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) acabou provocando um jogo de empurra e as duas instituições parecem ter esquecido as plantas ao sol. O município conta com caminhões-pipas, água e homens habilitados para fazer a manutenção. Parece estar faltando apenas decidir a quem cabe fazer o verde florescer novamente no calçadão. (Guto Rocha)

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