Londrina - Monsenhor Bernard Gafá diz que o corpo do primeiro arcebispo da cidade, dom Geraldo Fernandes, enterrado em 1982, não será transferido à cripta. "O local ficará pronto no caso de precisarmos futuramente. É uma conquista para nós que, agora, poderemos seguir o Código Canônico." No início da busca por documentação, chegou-se a afirmar que o pedido teria partido do arcebispo emérito dom Albano Cavallin, contudo, o próprio faz questão de dizer que não é bem assim. "Me perguntaram se eu gostaria de ser enterrado na Catedral. Eu respondi que sim. Mas, na verdade, por enquanto, não quero ser enterrado em lugar nenhum. Acho que creditaram a vontade a mim porque sou o primeiro candidato", brinca o cardeal, que está com 84 anos.
Sobre a cripta, ele diz que fica contente em saber que existe a possibilidade do seu corpo ficar em um local abençoado na cidade onde trabalhou por mais de 20 anos e onde mora atualmente. "Minha família está em Curitiba. Portanto, que eu seja recolhido na Igreja pela qual trabalhei."
Já o arcebispo emérito recém-chegado a Londrina, dom Geraldo Majella, aos 81 anos, diz que gostaria de ser enterrado no local em que estiver no momento de sua morte. "É uma tradição enterrar os bispos em criptas. Mas, seu eu estiver em outra cidade, não quero que gastem dinheiro para trazer o corpo. Porém, ter um lugar amplo como o que estão construindo é muito bom", afirmou.
Outras cidades do estado e região possuem criptas, como Maringá, Apucarana, Toledo e Curitiba. (M.T.)

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