Na véspera do vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL), os candidatos adotaram diferentes formas de se preparar para o grande dia. Para alguns, ontem foi dia de relaxar, descansar a mente e tentar esquecer que hoje muitos enunciados terão que ser lidos e enigmas desvendados. Para outros, o sábado foi uma oportunidade para revisar o conteúdo e tentar garantir mais alguns acertos. O exame de hoje começa às 14 horas, com 25.451 candidatos.
Como vem fazendo nos últimos anos, o Colégio Maxi optou por proporcionar aos alunos uma manhã de descontração. Todos foram recebidos com um café da manhã à base de frutas, sucos e pratos leves. Música e exercícios de relaxamento completaram a atividade, que contou com a participação de todos os professores. ''A intenção é oferecer um outro ambiente que não seja o da sala de aula, para que eles descansem e consigam se concentrar na prova de amanhã'', explicou a coordenadora de ensino médio, Cássia Gimenez Barcaro. Ela lembrou que as duas últimas semanas foram intensas para os vestibulandos, com vários plantões para tirar dúvidas.
A candidata a uma vaga em Medicina Fabiana De Mari Scalone aproveitou para estudar tudo o que pôde até a última sexta-feira. Ontem, ela não queria saber de apostilas. ''Estudei muito este ano, abri mão de festas, cinema e TV. Só ultimamente é que dei uma desacelerada, para amanhã (hoje) estar com vontade de fazer a prova, e não com aquela sensação de não estar mais aguentando olhar para tudo aquilo. Amanhã cedo vou sair para caminhar de manhã e procurar não pensar na prova.''
Em situação parecida estava Gilberto Hishinuma, que também vai prestar Medicina. Depois de três anos de cursinho, ele se sente preparado e, mesmo sentindo a responsabilidade de entrar na faculdade, demonstrava tranquilidade ontem. ''A UEL faz uma prova de paciência e de resistência, por isso a gente tem que estar descansado. Tenho procurado não pensar no que vai acontecer se eu não passar'', revelou. Hishinuma começa hoje uma maratona de vestibulares. Já se inscreveu para seis e pode ser que ainda faça mais, se as datas não coincidirem.
A candidata Graciela Alves Afonso, que vai prestar para Arquitetura e Urbanismo, deu outra destinação ao seu sábado. Pouco antes das 11h30, ela aguardava pela abertura da porta do centro de eventos do Shopping Catuaí, onde acontecia o tradicional plantão de véspera do Colégio Sigma. Dentro do grande salão, quase 3 mil candidatos tentavam guardar tudo os que os professores falavam. ''Claro que a gente tem que estudar o ano inteiro, mas estes plantões são importantes para a gente relembrar algumas coisas. Se eu aguentar, vou ficar até o final, às 9 da noite'', disse Graciela, que é de Ribeirão Preto (SP).
Já Emílio Alapanian, que escolheu o curso de História e vai prestar vestibular pela primeira vez, admitiu que foi ao plantão ''mais para tirar o peso da consciência''. Ele confessou não ter estudado o suficiente para o vestibular.
Segundo o diretor do cursinho, Jamil Hatti, os candidatos já se acostumaram com o plantão e, diante da ansiedade, sentem-se bem fazendo um último esforço. ''Sempre tem questões que resolvemos aqui que caem na prova''.

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