Filas mais curtas, atendimentos e avaliações mais rápidas. Essas foram algumas das mudanças já percebidas pelos pacientes que procuram os serviços do Hospital da Zona Sul, desde o final do mês passado, quando a direção do hospital passou a adotar o Acolhimento com Classificação de Risco. Um sistema de triagem que utiliza cores para determinar o grau de urgência nas queixas dos pacientes.
Com o objetivo de oferecer um atendimento mais humanizado garantindo mais segurança e qualidade no trabalho, o novo procedimento é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Saúde. Os funcionários do hospital passaram por um treinamento para saber avaliar o risco, diminuir o sofrimento
e o tempo de espera dos pacientes.
O diretor clínico do HZS, o médico Marcelo Mendonça, disse que apesar da implantação do novo sistema ainda estar ocorrendo de maneira gradual, os pacientes já sentem diferença. ''O sistema de classificação é muito bom para todos, tanto para o paciente como para os funcionários do hospital'', comentou.
O programa ''Acolhimento com Classificação de Risco'' é baseado em diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). A divisão por cores é feita de acordo com a gravidade dos sintomas. A gerente de enfermagem, Juranda Maia de Miranda, explicou que quando o paciente chega no hospital, passa por uma avaliação com o pessoal da enfermagem que classifica a situação do paciente com uma cor. ''A cor vermelha indica risco de vida e o atendimento deve ser imediato. A amarela revela sintomas e queixas que necessitam um atendimento mais rápido possível. Já a cor verde mostra que os sintomas exigem uma urgência relativa e o azul, o paciente pode ser atendido por ordem de chegada''.
Atualmente, o hospital faz 6.500 atendimentos por mês. E está em reforma para
ampliar a capacidade. A previsão é que o número de leitos aumente de 41 para
100 leitos, no pronto socorro as vagas de observação vão de oito para 30, tanto para clínica médica quanto cirúrgica e pediátrica. O centro cirúrgico também vai aumentar de duas para cinco salas.
A reportagem da FOLHA esteve no hospital acompanhando a rotina de trabalho dos enfermeiros. Poucos pacientes se encontravam na fila e aqueles que precisavam de atendimento imediato não perderam tempo esperando pela consulta. O caseiro Leonildo Rosa Marques, 31 anos, é diabético. Ele chegou ao hospital com dores no peito e foi logo apontado pela enfermeira como paciente com classificação de cor amarela. ''Ele precisa ir direto para o atendimento médico e nem ficará na fila'', comentou a enfermeira Eloa Otrendi, depois de medir a pressão e realizar outros exames no paciente.
Para Leonildo, o novo procedimento ''é muito bom''. ''Dessa forma a gente acaba sendo atendido melhor e quando é alguma coisa grave não perdemos tempo para ser atendido, o que nos deixa mais tranquilo'', comentou.

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