Os temporais de verão são reconhecidos pelos estragos causados nas cidades e pela demora com que, muitas vezes, os problemas são remediados pelo Município. A queda de árvores é um deles. Em janeiro, a árvore que ficava em frente à casa da copeira Lourdes Rodrigues dos Santos, no Conjunto João Paz (Zona Norte), caiu sobre o poste de luz, deixando a família no escuro por uma noite. A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) retirou a árvore, que a exemplo de todos os resíduos da queda ou poda, foi depositada em uma área do aterro sanitário do Limoeiro (Zona Leste). Segundo o secretário Gerson Silva, a Sema ainda não tem um destino específico para os galhos, que permanecem armazenados no aterro, indefinidamente.
Silva explicou que durante a retirada da árvore, é feita a separação da madeira e dos galhos, que têm destinos diferenciados ao chegar no aterro. Segundo ele, a madeira é destinada à produção de lenha, que é leiloada pela Prefeitura quando atinge uma quantidade considerável. No entanto, assegurou Silva, esta madeira tem baixo valor comercial. ''As árvores urbanas não servem para serraria, por isso têm preço ruim''.
Hoje, a Sema possui duas equipes que trabalham no recolhimento de árvores e aos fins de semana há sempre funcionários de plantão, que são acionados pela população e também pelos bombeiros e até pela Copel. ''Em épocas de temporal as equipes saem imediatamente pela cidade para atender as ocorrências de emergência. Há casos até em que a Sema trabalha em parceria com a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) e os bombeiros para garantir a desobstrução das vias interditadas pelas árvores'', informou Silva.
Licitação - A Sema deve divulgar em breve o novo edital para a contratação de empresa que fará o serviço de poda e erradicação de árvores. Outro edital já havia sido concluído, mas a vencedora da licitação foi desclassificada por problemas de documentação. O novo edital ainda está sendo finalizado e trará uma exigência inédita: além da poda e da erradicação, a empresa licitada também deverá fazer a destinação do entulho gerado pelo serviço.
O edital prevê um valor de R$ 1,4 a R$ 2,1 milhões e contrato de 12 meses, podendo ser prorrogado por até mais cinco anos. Os dados indicam que, ao iniciar a nova etapa de poda e de erradicação na cidade, prevista para abril, a empresa terá trabalho extenso: 16 mil árvores a serem podadas; 2 mil tocos de árvores a serem retirados e 3 mil árvores a serem erradicadas. Mais 7,8 mil mudas de árvores devem ser plantadas, assim como 30 mil metros quadrados de grama e 4 mil metros quadrados de flores. No edital está prevista a exterminação de 1,8 mil colônias de cupim.

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