Alguns minutos de temporal, registrados duas vezes em menos de uma semana, mudaram a paisagem de Londrina nos últimos dias. Por diversas regiões foi possível deparar com árvores e galhos caídos, que, em muitos casos, ficaram dias à espera de recolhimento. Segundo informações da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), foram aproximadamente 150 ocorrências registradas na zona urbana. Para atender aos muitos pedidos de limpeza feitos pela população, a secretaria mantém atualmente 33 funcionários, incluindo seis da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
  Durante os temporais, não são apenas as árvores visivelmente condenadas que correm o risco de tombar, mas, no caso de Londrina, o melhor é não se arriscar pelas ruas quando o vento estiver forte. De acordo com o gerente de áreas verdes da Sema, Paulo Cézar Dolibaina, há cerca de 250 árvores – só no Centro – na fila da erradicação. ‘‘Uma empresa já está sendo licitada para acelerar o ritmo dos serviços’’, informou.
  Atualmente, há na secretaria aproximadamente 800 pedidos de retirada de árvore (todos já vistoriados), por motivos que vão desde local impróprio até problemas fitossanitários. A secretaria recebe uma média de 330 pedidos de erradicação por mês. Destes, 40% são indeferidos. O tempo médio para atendimento das solicitações, segundo Dolibaina, é de 30 dias para a vistoria e de até 120 dias para a execução. ‘‘Porém, quando há urgências, passamos na frente dos outros pedidos.’’ Com a contratação de uma empresa terceirizada, o município pretende chegar à média de 250 pedidos atendidos por mês.
  A Sema estima que existam hoje em Londrina de 110 mil a 120 mil árvores na área urbana, sem contabilizar as localizadas em fundos de vale. Destas 55 mil têm a poda sob a responsabilidade da Copel, por estarem sob fiação. Já as árvores localizadas em áreas particulares são de responsabilidade do dono, mas a lei municipal nº 658/96 cria regras para poda e erradicação. ‘‘Por exemplo, não pode podar mais de 50% da copa e é preciso tomar cuidado para não comprometer o seu equilíbrio. Para arrancar a árvore, só com autorização da Sema’’, explica Dolibaina.
  Quanto ao descarte dos galhos, há apenas um local para isso em Londrina: a Fazenda Refúgio, localizada na Zona Sul. O local é considerado fora de mão por quem mora em regiões distantes, o que estimula o uso ilegal de áreas como fundos de vale. O município tem planos de criar novos pontos de descarte, mas por enquanto não há informações de quando o projeto vai sair do papel.

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