A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) finalizou ontem o corte de árvores no entorno do Aeroporto de Londrina, atendendo determinação do Sindacta-2. O objetivo, de acordo com o superintendente da Infraero em Londrina, Marcos Vinícius Rezende Pio, é garantir área para decolagem sem teto requerido. A iniciativa faz parte das ações necessárias para permitir a ampliação da pista e a instalação do Instrument Landing System (ILS).
Ainda neste mês, conforme o presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Kentaro Takahara, técnicos da Infraero visitarão o aeroporto para avaliar as condições do local e dar início à concepção do projeto de ampliação. Ele afirmou também que o presidente nacional da Infraero, Murilo Marques Barboza, comprometeu-se a incluir o projeto de Londrina entre os das cidades que receberão ampliações porque sediarão jogos da Copa do Mundo em 2014.
Foram determinadas três providências para que o projeto fosse viabilizado. A primeira delas era regularizar e escriturar para a União a área total de 312.044 metros quadrados necessários à ampliação da pista em 700 metros. ''A maior parte da área já foi escriturada, faltam apenas quatro pequenos lotes.''
Outra providência era decretar de utilidade pública e desapropriar imóveis das duas faixas laterais do aeroporto, que totalizam 125.540 metros quadrados e permitirão alargar a pista em 70 metros. ''A utilidade pública já foi decretada. Estamos terminando as avaliações para início das negociações com os proprietários'', afirmou.
Por fim, a administração muncipal viabilizou a remoção dos obstáculos, como as 950 árvores localizadas no entorno do aeroporto e uma caixa d'água, que foi demolida. Pio explicou que o corte das plantas foi determinado após inspeção da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no aeroporto, em novembro do ano passado. O órgão apontou as árvores como obstáculos à segurança. ''Serão cortadas apenas as estritamente necessárias'', esclareceu.
O segundo andar de uma escola no mesmo local também constitui obstáculo e será retirado assim que a instituição se mudar para um novo imóvel, até julho. A mudança do aterro sanitário para o Distrito de Maravilha, na Zona Sul, ainda no primeiro semestre, é outra providência que viabilizará as melhorias, pois o lixo acumulado atrai pássaros que podem atrapalhar as aeronaves.

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