Árvores cresceram mais do que o esperado
Árvores excessivamente grandes, submetidas a podas incorretas e sem cortes de renovação. Essas podem ser algumas das causas do grande número de quedas registradas nas mais diversas regiões de Londrina em dias de temporal. A afirmação é do paisagista Erich Franz Kühnlein, responsável pelo plantio das primeiras árvores do centro de Londrina, no ano de 1954. Funcionário de uma empresa de São Paulo, procurada por técnicos da prefeitura local que buscavam mudas de espécies utilizadas na arborização da cidade, Kühnlein acabou se mudando para cá e tornou-se responsável pelo plantio e manutenção da vegetação urbana da época.
Eu ia para as ruas junto com os funcionários, e podávamos quando era preciso. Ele conta que quando as primeiras mudas de tipuanas, sibipirunas, jacarandás, grevilhas, ipês e resedás foram plantadas, ninguém tinha muita noção do tamanho que atingiriam. Indicamos as espécies às quais estávamos acostumados lá em São Paulo, mas não sabíamos que aqui elas atingiriam um tamanho muito superior, por causa da fertilidade da terra, revela Kühnlein.
Para o paisagista, a situação das árvores mais antigas da área central seria outra se há cerca de 20 anos tivessem sido submetidas a um corte de renovação, onde o peso do tronco é aliviado com o corte dos galhos em forma de guarda-chuva. Outra medida prejudicial à saúde de qualquer espécie, segundo o paisagista, é a poda tipo estilingue, que cria uma bifurcação nos galhos para livrar os fios de alta tensão. Faz a árvore perder a forma e a estabilidade. Quando o vento vem, o tronco racha ao meio, explica. (S.L)





