Paulo Pegoraro
De Cascavel
Árvores centenárias, algumas com mais de 400 anos, estão sendo derrubadas nas regiões Sudoeste e Centro-Oeste do Estado para corte em madeireiras. A constatação foi feita por fiscais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que realizaram uma ‘‘blitz’’ apoiados pela Polícia Florestal. Eles prenderam transportadores e fizeram apreensões de toras.
As toras haviam sido extraídas do Assentamento Marcos Freire, uma dissidência do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), localizado no município de Rio Bonito do Iguaçu (125 km a oeste de Guarapuava). Os fiscais do IAP apreenderam dois caminhões que transportavam 24 toras – 32 metros cúbicos de madeira –, principalmente marfim, canafístula, monjolo e canela.
Os motoristas dos caminhões, Osvaldo Belli e Paulo Braga, foram levados para a delegacia de Rio Bonito do Iguaçu, onde foram submetidos ao flagrante de delito e multados em R$ 5.170,00. Eles podem ser liberados mediante pagamento de fiança.
Segundo o chefe do escritório regional do IAP em Guarapuava, Celso Araújo, as toras seriam levadas para Chopinzinho (46 km ao norte de Pato Branco) para corte na madeireira de Lino Comelli, vice-prefeito do município. Araújo relatou que Comelli ‘‘é reincidente na receptação de madeira extraída ilegalmente’’, mas não foi preso por não ter havido flagrante contra ele.
Em outro caminhão apreendido havia 11 toras, com 14,1 metros cúbicos. O motorista, identificado por documentos no porta-luvas como Pedro Pavlak, conseguiu fugir. O IAP também vistoriou madeireiras e encontrou grande quantidade de toras de derrubada ilegal.
Na Madeireira ‘‘MD’’, de Rio Bonito do Iguaçu, haviam 96 toras. O encarregado Michek Giacomin e foi preso e multado em R$ 10,5 mil. A madeireira também é reincidente, assim como a ‘‘20 Setembro’’, onde estavam 190 toras, e, nela, foi preso o encarregado Silvano Butzke, multado em R$ 15 mil.

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