Não são só as árvores condenadas que causam transtorno em Londrina. Observando algumas das principais vias do município é possível perceber que em vários pontos as árvores sem poda acabam por esconder placas e semáforos.
Na região central, no cruzamento entre as ruas do Escoteiro e Goiás, duas pequenas árvores atrapalham a visão de quem precisa subir a segunda via em direção à Avenida Maringá. O motorista é obrigado a avançar um pouco no cruzamento, podendo haver colisão com quem desce a outra rua. Poucos quarteirões adiante, no cruzamento das ruas Goiás e Jonathas Serrano há um semáforo, mas novamente a copa de duas grandes árvores só possibilitam que o motorista veja se a passagem está liberada muito em cima do equipamento.
Os semáforos também ficam ocultos por quem circula na pista da esquerda na Avenida Leste-Oeste, no cruzamento com a Rua Duque de Caxias e próximo ao Cismepar, sentido Avenida Rio Branco. A maior preocupação nestes trechos é o alto fluxo de pedestres. No cruzamento da Rio Branco com a Rua Araguaia o mesmo problema ocorre, assim como na Avenida JK, no cruzamento com a Rua Professor João Cândido.
Para quem é de Londrina talvez o problema não seja muito perceptivo, mas os visitantes que precisam das placas indicativas de localidade também encontram dificuldade devido aos galhos sem poda, como na Avenida Maringá, próximo à Rua Astorga. Na Leste-Oeste, sentido Rodoviária, quem anda pela pista da esquerda tem dificuldades para enxergar a placa que há quase no cruzamento com a Rua Fernando de Noronha.
Também há necessidade de manutenção na Rio Branco no cruzamento com a rotatória da Leste-Oeste, na Avenida Saul Elkind em frente à 4ª Cia – sentido Jardim São Jorge, na Avenida JK com a Rua Fernando de Noronha e um pouco antes da Avenida Duque de Caxias, sentido aeroporto.

Atraso

Segundo o secretário municipal do Ambiente, Cleuber de Moraes Brito, a Sema está com vários serviços atrasados e com capacidade reduzida para atender todos os pedidos. "Temos mais de três mil solicitações para erradicação e poda de árvores e no momento conseguimos atender cerca de 5%", explica.
Segundo ele, além desta demanda, há também pedidos de centros de educação infantil e escolas, que também são urgentes, e diversas solicitações de retirada de colmeias. Para atender todas as solicitações, a secretaria dispõe atualmente de 20 funcionários e apenas três caminhões. "Além disso, temos motosserras na oficina e nosso caminhão Munck também está quebrado." Atualmente, segundo o ele, no máximo dez árvores podem ser erradicadas ou podadas por dia.

Para tentar resolver o mais rápido possível o problema, Brito afirma que algumas alternativas estão sendo estudadas, como a terceirização de alguns serviços. "Poderemos também fazer um chamamento público, trocando a poda por madeira, mas estamos avaliando essa opção e não há uma data para resposta."

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