Árvores atraem aves a Maringá
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de setembro de 2000
Marta Medeiros De Maringá Especial para a Folha 
Maringá tem reservas florestais nativas localizadas no centro urbano. É uma das únicas cidades do Paraná com esta característica. Vista do alto, a cidade é um ponto verde isolado no Noroeste do Estado, cuja cobertura florestal na zona rural é praticamente inexistente. Por causa disso, a cidade é invadida por aproximadamente 8 mil garças no verão. As aves põem em risco a vegetação nativa do Parque do Ingá por causa da fermentação excessiva provocada pelas fezes.
A arborização das ruas e das três principais reservas, os parques do Ingá, dos Pioneiros e Horto Florestal, estabelecem uma estimativa de 40 metros quadrados de área verde por habitante. Não há um padrão nacional de amostragem de verde por habitante, que varia muito, mas Maringá se diferencia pela manutenção do planejamento urbanístico e paisagístico traçados desde a colonização, observa o engenheiro florestal da Secretaria de Serviços Urbanos e do Meio Ambiente (Seuma), Ciro Braga Farhat.
A Seuma estima a existência de 80 mil árvores em praças, canteiros e calçadas, sem contar as que formam as reservas florestais dos parques. As espécies mais comuns são sibipiruna, ipês, tipuana, jacarandá-mimoso, grevíleas, canelinha, alecrim e oiti.
A principal característica destas espécies são o grande porte, com uma média de 12 metros de altura e copas com densidade de 12 a 20 metros. A prefeitura mantém serviços constantes e diferenciados de manutenção de podas, remoção de árvores velhas ou condenadas e um viveiro de mudas para reposição.


