Um eucalipto de aproximadamente 20 metros caiu ontem de manhã em frente ao número 970 da Rua Júlio Estrela Moreira, no Zerão (área central de Londrina). Por pouco a árvore não atingiu um garoto que passava pelo local. Parte de uma outra árvore foi destruída e um poste foi derrubado, provocando queda de energia nas proximidades.
O engenheiro Sílvio Muraguchi, proprietário da casa atingida pela árvore, afirmou que cerca de um ano atrás pediu à Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) que fosse feita uma amarração com cabos de aço ou corte do eucalipto, que vinha envergando gradativamente, dando sinais de que estava condenada. Segundo Muraguchi, não houve resposta. No início deste ano, voltou a comunicar a autarquia, desta vez através de uma carta registrada, do perigo de acontecer ali uma ‘‘catástrofe’’. Mais uma vez nenhuma providência foi tomada.
Ontem o engenheiro se dizia ‘‘feliz’’ pelo fato dos prejuízos terem sido só materiais. ‘‘Neste horário (pouco depois das 9 horas), geralmente minha filha fica em frente de casa, aguardando condução para levá-la à escola. Por sorte não aconteceu nada mais grave.’’
A dona-de-casa Lourdes Gallo Ferreira, que saía de uma academia próxima do local e teve seu carro atingido por alguns galhos, diz que ficou sem ação ao ver o enorme tronco tombando e as muitas faíscas emitidas pelos fios condutores de energia atingidos. Mas o susto maior foi para o garoto Bruno Yoshiaki Matsuura, 9 anos, que caminhava pela calçada. ‘‘Ouvi o barulho da árvore caindo. Comecei a correr, sem nem olhar para cima. Fiquei com muito medo, mas nem deu tempo de chorar’’, contou Bruno.
Outros moradores informaram que já fizeram vários pedidos à AMA para que faça uma vistoria nas árvores do Zerão, um dos pontos de lazer mais frequentados pela população londrinense. Eles acreditam que outras árvores correm risco de tombar. Logo depois do acidente, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) foi comunicada, mas informou que este tipo de atribuição cabe à AMA. Na autarquia, a informação foi que os moradores deveriam comunicar a CMTU.
O diretor-operacional da AMA, João Mendonça, disse que existem 25 mil árvores precisando ser substituídas na cidade, por estarem condenadas ou em processo de condenação.

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