A queda de uma árvore em cima de uma casa provocou um susto daqueles na funcionária pública Inês de Faria, 63 anos, ontem, pouco depois do meio-dia. Moradora do Jardim Bandeirantes, na Zona Oeste, ela havia acabado de chegar em casa quando ouviu um estrondo. ''Eu estava no quarto quando escutei um barulho muito grande. Pensei que um avião tinha caído na minha sala'', contou. Apesar do tamanho da árvore, da espécie tipuana, ninguém se feriu e o único estrago foi o muro. ''Por incrível que pareça, nem uma telha se quebrou'', garantiu Inês.
Moradora do bairro desde 1968, ela reclamou que já havia pedido várias vezes para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) cortar a árvore. ''Um funcionário veio aqui, olhou e disse que a árvore estava sadia''.
O secretário do Meio Ambiente, Cleidival Fruzeri, confirma que a árvore realmente parecia sadia. ''De acordo com um especialista da Sema que esteve no local, ela não estava podre e deve ter caído com a força do vento'', analisou.
Ele disse que a moradora pode pedir o ressarcimento pelas despesas de conserto do muro. ''Ela tem que vir até a Sema, fazer o requerimento e apresentar três orçamentos'', explicou. Depois, a Secretaria faz uma avaliação e encaminha a documentação para a Procuradoria Jurídica do Município, que vai decidir se cabe ou não a indenização.
A queda da árvore aconteceu exatamente na hora do primeiro temporal que despencou sobre a cidade ontem. A frente fria, que entrou pelo Rio Grande do Sul, fez a temperatura cair e o dia escurecer mais rápido. De acordo com o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar). nas próximas horas devem ocorrer novas pancadas de chuvas fortes com rajadas de vento em todo o Estado. Em Londrina, a mínima chega aos 18 graus e a máxima não passa dos 26.

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