Árvore cai e interrompe trânsito
Mais uma árvore tombou ontem em Maringá devido aos fortes ventos que atingem a cidade nessa época do ano. Um flamboyant de cerca de cinco metros de altura, com a raiz podre, caiu sobre a rede de energia elétrica na Avenida Duque de Caxias, entre as avenidas Brasil e Joubert de Carvalho, interrompendo o tráfego de veículos por cerca de 60 minutos e provocando a falta de energia até as 10 horas.
A Secretaria municipal do Meio Ambiente não está dando conta do trabalho de substituição das árvores mais antigas. São cerca de 20 mil árvores com mais de 40 anos. Nem todas precisam ser repostas, mas de qualquer modo precisamos de pelo menos 30 funcionários para fazer esse serviço e só temos 12, explicou o secretário Hamílton Cardoso. Ao todo, Maringá tem 70 mil árvores em suas ruas.
Nessa época do ano, a secretaria costuma fazer a poda das árvores, aproveitando a ausência de folhas. Dá para avaliar melhor a situação das árvores. Se estiverem podres, nós substituímos, disse Cardoso. O trabalho de substituição das árvores está sendo feito há dois anos, com média de 200 reposições mensais, de acordo com os pedidos dos moradores. Nós vamos lá e avaliamos se a árvore deve ser arrancada, afirmou o secretário.
A manutenção das árvores é um problema antigo em Maringá. Há quatro anos, antes da instalação da rede compacta de energia, os galhos caíam constantemente em cima dos fios elétricos. O problema é que com a rede as árvores estão sendo podadas para não cair em cima dos fios. Este tipo de poda desestabiliza a árvore, que começa a pender para os lados, como nos flamboyant da Avenida Centenário, ao lado da nova rodoviária. A poda tem de ser feita de acordo com todo o conjunto, e não em função da rede elétrica , explicou o coordenador do escritório do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Maringá, Clóvis Lopes.
Lopes lembra que nas zonas urbanas as árvores ficam mais desprotegidas, pois não têm espaço para se expandir: O cimento em volta das árvores impede que elas absorvam água. Suas raízes têm o tamanho de sua copa, mas com cimento em volta fica difícil respirar. Com isso, elas ficam sujeitas a doenças e apodrecem mais rapidamente, explicou Lopes.
Segundo ele, as árvores mais antigas estão no centro da cidade, como o flamboyant que caiu ontem pela manhã.Marcos NegriniRisco iminenteFlamboyant caído na Avenida Duque de Caxias provoca engarrafamento e queda de energiaMarccio W. Varella





