Árvore cai e atrapalha trânsito
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terça-feira, 27 de agosto de 2002
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Uma árvore gigantesca, de aproximadamente 20 metros de altura e dois metros e meio de diâmetro caiu na madrugada de ontem no meio da Rua Carlos Cavalcanti, entre as ruas Tibagi e Conselheiro Laurindo, em frente ao Passeio Público, no centro de Curitiba. A prefeitura atendeu o acidente por volta de 7h30, e a operação de retirada da árvore demorou cerca de três horas. Durante todo este tempo, apenas parte da pista da Carlos Cavalcanti ficou liberada, causando grande transtorno para o tráfego na região.
A presidente da Associação dos Moradores, Proprietários e Comerciantes da Praça Santos Andrade e Passeio Público, Edeluz Maria Taborda Ribas Alves, conta que o problema na rua é antigo. ''Nós temos protocolado na prefeitura pedido de providências para verificar a situação das árvores desta região desde 1999. Mas acho que enquanto não morrer ninguém debaixo de uma árvore, a prefeitura não vai fazer nada, uma vez que nem resposta nós recebemos para o protocolo'', disse. A moradora alertou que outras árvores estão com problemas. O caso mais grave seria a de uma árvore plantada bem em frente ao Edifício Passeio. ''Se com um vento fraco como o de hoje (ontem) uma árvore caiu, imagine o que pode acontecer se houver, aqui, ventanias como estão acontecendo na Europa'', alerta.
De acordo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba, a árvore que quebrou era uma Grevílea Robusta, com idade estimada em 40 anos, cujo plantio não é aconselhado em vias públicas, por ser de grande porte e difícil manutenção. Por este motivo, a secretaria não tinha registro do plantio da árvore e nem cadastro de outras unidades desta espécie nas ruas de Curitiba. Apesar da árvore não apresentar rachaduras nem fissuras aparentes, segundo a prefeitura ''no subterrâneo ela estava com as raízes enfraquecidas''.
A secretaria garante que faz inspeções periódicas nas árvores da cidade. Mas em função do acidente, comprometeu-se a realizar uma vistoria emergencial nas árvores da região. A prefeitura também afirma que, muitas vezes, as pessoas acham que uma árvore com a raiz exposta, por exemplo, representa perigo, mas isto nem sempre é verdadeiro.


