A queda de uma árvore do Bosque Marechal Cândido Rondon (Centro) sobre um ponto de ônibus na Rua Pará, no centro de Londrina, causou um grande susto em quem esperava o coletivo na manhã de ontem. Parte dos galhos obstruiu a rua e dificultou o trânsito no local.
A dona de casa Sirley Jesus de Magalhães, de Cambé (região metropolitana), estava com o filho João Vitor, de dois anos, esperando o ônibus, quando escutou alguns estalos. ''Achei que eram rojões, mas logo em seguida caiu a árvore em cima do ponto. Eu peguei o meu filho e saí correndo para o lado. Tinha mais um senhor e uma senhora, ela correu para o meio da rua'', relatou. ''Ainda bem que ninguém se machucou. Dizem que hoje (ontem) seria o fim do mundo e quase que foi pra mim'', contou Sirley rindo, já aliviada do susto.
A professora aposentada Missae Nakayama também estava no ponto de ônibus. ''Eu tinha saído para comprar um presente e ouvi o barulho de algo estalando. De repente os galhos começaram a cair, corri para a rua e quase fui atropelada, é um horror o que aconteceu. Lembro de trazer meus três filhos, quando crianças, para ver o zoológico que tinha aqui e lamento a situação em que o Bosque está hoje'', afirmou.
Para Missae, deveriam ser contratados profissionais para avaliar a real situação das árvores e retiradas aquelas que oferecem riscos. As sugestões foram dadas diretamente para o secretário de Meio Ambiente, Gilmar Domingues Pereira, que foi até o local avaliar a situação.
De acordo com o secretário, o galho de um guapuruvu, que estava doente, caiu sobre uma outra árvore menor, que atingiu o ponto de ônibus. ''Isso só vem a comprovar o que já tínhamos mostrado, a necessidade do plano de manejo.''
Segundo o secretário, essa árvore não estava entre as que seriam erradicadas. ''Ela não tinha nenhum sinal externo de problema. Será necessário também fazer uma análise das copas, para identificarmos as que oferecem risco'', afirmou. Das cinco árvores que o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) autorizou a erradicação, apenas uma ainda não foi retirada por causa de uma colmeia.
Além destas, uma peroba e um eucalipto que ficam próximos ao mesmo ponto de ônibus preocupam, já que, por serem muito altos, no caso de queda poderiam atingir inclusive o colégio que fica em frente ao Bosque. ''Devemos, ainda na semana que vem, fazer uma sondagem das raízes do eucalipto, para ver se realmente oferece risco'', explicou Pereira.
Plano de manejo
A Sema pretende realizar um plano de manejo do Bosque - um trabalho completo para gestão e recuperação da área. O orçamento para a execução seria encaminhado para a Secretaria de Gestão Pública e, depois de aprovado, será contratada uma empresa para a realização do plano.

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