Árvore acompanha a história de uma família
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sábado, 21 de dezembro de 2013
Luciano Augusto<br>Equipe NossoDia 
Londrina - O valor de uma coisa não está no quanto ela custa, mas no quanto ela vale. O jambeiro plantado na esquina das ruas Saturno e Taurus, no Jardim do Sol (zona oeste de Londrina), não custou nada para a família Faion Guerra, mas tem um valor incalculável para dona Antônia, de 74 anos. Ela conta que a árvore que cresceu em frente à porta de entrada foi gerada a partir de uma semente trazida por um de seus seis filhos há mais de 40 anos.
Ela conta que o filho Varisvaldo Faion, hoje com 51 anos, "tinha uns 11" quando voltou da rua com uma frutinha nas mãos, que ninguém nem sabia do que era. "Eu peguei e plantei a semente. Só depois que a gente foi saber que era um pé de jambo", comenta. A arvorezinha foi crescendo vistosa na calçada. Quando começou a dar os primeiros frutinhos, a vizinhança toda se assanhou, pois o jambo é conhecido por seu uso medicinal. E quanto mais crescia mais o jambeiro dava frutos e mais gente atraía. "Uns vinham pegar para fazer suco e outros vinham para usar a fruta contra o diabetes", fala dona Antônia.
E dona Antônia aponta que a peregrinação ao jambeiro da Rua Saturno continua firme até hoje. Principalmente entre novembro e dezembro, quando as penquinhas amarelas pintam todo o pé e deixam o quintal salpicado de frutas maduras. Em Londrina, não se tem notícia sobre a existência de outro pé de jambo que ainda seja produtivo. E olha que não são só a fama da fruta que faz o jambeiro ser querido pela família. "Ele é muito resistente contra temporal, porque segura bem o vento", garante a dona de casa.
Mas dona Antônia anda preocupada, pois a árvore tão estimada anda dando sinais de fraqueza. Algumas semanas atrás um grande galho se quebrou. Noutras partes, a folhagem já não tem o mesmo vigor. "Até falei para o meu filho para a gente cortar, mas ele não deixa de jeito nenhum. A gente tem dó", diz. Um sinal de que nem ela nem os seis filhos, os 12 netos e os dois bisnetos querem ficar sem a companhia do pé de jambo na porta de casa.


