Artur Braga afasta delegado de Almirante Tamandaré
Artur Braga afasta delegado
de Almirante Tamandaré
Apesar de não ter sido acusado de participar da quadrilha que roubava carros e extorquia dinheiro das vítimas para devolver os veículos, o delegado de polícia de Almirante Tamandaré, Paulo Padilha, foi afastado de suas funções ontem pelo delegado-geral Artur Oscar Correia Braga. Padilha, que informou sobre a mudança, foi substituído pelo delegado Iberê Toniolo, que era adjunto da Delegacia de Furtos e Roubo de Veículos. O delegado disse acreditar que seus superiores fizeram a troca para preservá-lo da repercussão do caso.
Cinco homens acusados de integrar a quadrilha estão presos. Dois deles, James Costa Rosa, 18 anos, e Craudecir Alves da Silva, 25 anos, trocaram tiros com a polícia, na terça-feira, na Praça 19 de Dezembro, Centro de Curitiba e feriram dois policiais. Os dois foram presos e acusaram os policiais conhecidos como Carlão e Nunes, de Almirante Tamandaré, e Amarildo, de Colombo, e os informantes da polícia Eliezer e Valdecir Brito de Castro de participarem dos crimes. Castro foi preso e nega estar envolvido. A polícia prendeu ainda José Maria Ribas, 20 anos, e Wagner Tomaz de Aquino, 19 anos, que também negam participação.
Padilha, que trabalhava há três meses na cidade, disse que seus homens não estão envolvidos nos crimes e que as acusações feitas por James Rosa e Craudemir da Silva seriam uma espécie de vingança, por eles já terem sido presos por esses agentes. Padilha afirmou que os policiais acusados não fugiram e que um deles, Nunes, havia trabalhado ontem. A informação do delegado não confere com a versão do comissário Márcio José Carvalheiro, que trabalhava ontem na delegacia de Almirante Tamandaré. O policial disse que era o único a trabalhar desde as 9 horas de anteontem.
Ao contrário de Padilha, o delegado do Grupo Tigre, Hertel Rehbein, disse que os dois policiais e os informantes acusados tinham desaparecido. Segundo Rehbein, agentes do Grupo Tigre trabalhavam para tentar localizá-los. A fuga deles confirma o envolvimento com a quadrilha, admitiu Rehbein. O delegado do Tigre se recusou a fornecer outras informações porque, segundo ele, poderia atrapalhar as ingestigações. (J.A.)





