Artrose pode ser tratada sem cirurgia
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sexta-feira, 26 de julho de 2013
Reportagem Local 
Artrose. Essa é uma palavra conhecida pela população, afinal, estatísticas apontam que uma em cada cinco pessoas possui a doença. Mas, na prática, há muitas dúvidas sobre sintomas, tratamento e evolução.
O ortopedista João Paulo Fernandes Guerreiro, especialista em joelho na Uniorte, em Londrina, explica que nem sempre é preciso recorrer à cirurgia para se livrar do incômodo e da dor. "Isso vai depender do estágio da doença. A osteoartrose (também chamada de osteoartrite) é um processo inflamatório das articulações que atinge a cartilagem causando dor, inchaço e dificuldade de locomoção. A princípio, devemos tratar a doença de forma conservadora, baseando-se no controle do peso, melhora da musculatura ao redor do joelho e com o uso de medicamentos tópicos, analgésicos, anti-inflamatórios e condroprotetores, além de fisioterapia", diz.
Segundo o especialista, há alguns artifícios novos que podem potencializar o tratamento, como a viscosuplementação, que é a injeção de ácido hialurônico na região intra-articular. "Com essas ações, buscamos aliviar a dor, melhorar a capacidade de locomoção do paciente e, com isso, que ele tenha uma qualidade de vida e possa fazer suas atividades sem sofrimento", afirma.
Um dos fatores que agravam a doença é o excesso de peso, que sobrecarrega as articulações, em especial os joelhos. Nesses casos, o ortopedista orienta que o paciente busque uma dieta equilibrada para reduzir o peso extra. "Além do fator biomecânico, obviamente envolvido, existem fatores metabólicos relacionados à obesidade que aumentam o risco de osteoartrite", completa.
Associada ao envelhecimento, a osteoartrite é mais comum após os 60 anos, o que não significa que pessoas mais jovens não possam desenvolver a doença. "Em alguns pacientes mais jovens a artrose pode ocorrer com as mesmas características dos pacientes mais idosos, mas em geral tem uma causa secundária decorrente de um trauma ou de uma doença inflamatória, surgindo precocemente como uma sequela dessas condições", descreve Guerreiro.
No caso da artrose nos joelhos, o ortopedista acrescenta que o paciente pode sentir frouxidão ou instabilidade nessa parte do corpo, além de limitação na amplitude do movimento de dobrar e esticar os joelhos. "O deficit na extensão acontece pela hipotrofia do grupo extensor (anterior) e encurtamento da musculatura posterior (flexores)", completa. Em estágios mais avançados, a artrose pode levar até a deformações no joelho.
Para quem tem receio de praticar atividades físicas, o especialista afirma que elas fazem parte do tratamento, porém tem algumas especificidades. "O objetivo é fortalecer a musculatura para proteger a articulação. O paciente deve evitar atividades de impacto e cuidar ao executar exercícios de agachamento, que podem agravar o quadro", alerta.
A cirurgia entra como o último recurso caso o tratamento conservador não resolva o problema, principalmente a dor. "A prótese total do joelho geralmente resolve o problema e apresenta excelentes resultados quando bem indicada".


