Para dar vida aos personagens é necessária a caracterização, uma roupa ou até mesmo fantasia. Pensando nisso, foi que o artista plástico Anselmer Oliveira dos Anjos deu início à fabricação de mascotes para empresas da cidade. ''Comecei fazendo trabalhos vestido de Coringa - um personagem das histórias em quadrinhos - e então, os pedidos foram surgindo. Além do desenvolvimento, faço a atuação. Vi na criação e fabricação de mascotes, um nicho a ser explorado'', conta.
Da primeira roupa até hoje, muita coisa mudou. O chapéu feito inicialmente de papel, as roupas de espuma, hoje, dão lugar a materiais de primeira linha. O projeto dos mascotes é criado por ele, que com os anos acabou desenvolvendo várias técnicas para as fantasias, como o sistema de ventilação à pilha. ''Atualmente, tenho cerca de 60 personagens criados. Somente para uma empresa em Londrina, foram fabricadas 20 peças de um personagem'', comenta. Todas as roupas vêm com etiquetas que contém informações sobre o produto.
Um dos mais trabalhos de maior destaque de Oliveira é o mascote da Polícia Federal, feito para a campanha anti-drogas. ''Além dele, o castor de uma loja de colchões e uma vaquinha para um bar que vende sanduíches são bem conhecidos'', lembra. Segundo ele, muitos gerentes de lojas dizem que o que segura o cliente são os mascotes. ''Apesar de ser tudo uma brincadeira, é um trabalho muito sério e as pessoas reconhecem isso.'' (M.T.)

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